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Política Presidente do Senado diz que a possibilidade de o Supremo descriminalizar porte de maconha para uso pessoal é um “equívoco grave”

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Para o presidente do Senado, uma eventual decisão de se considerar crime o porte de maconha para consumo próprio pode acarretar maior força e demanda do tráfico de drogas no País

Foto: Roque de Sá/Agência Senado
(Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), classificou como um “equívoco grave” a possibilidade de o STF (Supremo Tribunal Federal) determinar a descriminalização do porte de maconha para uso pessoal.

Para Pacheco, uma eventual decisão de se considerar crime o porte de maconha para consumo próprio pode acarretar maior força e demanda do tráfico de drogas no País.

“Houve, a partir da concepção da Lei Antidrogas, também uma opção política de se prever o crime de tráfico de drogas com a pena a ele cominada, e de prever também a criminalização do porte para uso de drogas”, afirmou na quarta-feira (02) em Plenário.

“Ao se permitir ou ao se legalizar o porte de drogas para uso pessoal, de quem se irá comprar a droga? De um traficante de drogas, que pratica um crime gravíssimo equiparado a hediondo”, completou Pacheco.

O presidente do Senado afirmou também que o STF não pode tomar uma decisão contrária a uma lei vigente, e que uma eventual descriminalização pelo Supremo sem discussão no Congresso Nacional e sem a aplicação de políticas de saúde pública se qualifica como “invasão de competência do Poder Legislativo“.

A votação no Supremo está em 4 a 0 para deixar de se considerar crime o porte de maconha para consumo próprio. Na quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes se juntou a Edson Fachin e Roberto Barroso, que votaram nesse sentido em 2015, e Gilmar Mendes, que votou para descriminalizar o porte para consumo pessoa de forma ampla, sem especificar drogas.

Voto do relator

Gilmar Mendes, ao votar pela descriminalização em 2015, propôs que não haja mais consequências penais a quem usar droga. O ministro, no entanto, defendeu a manutenção de sanções administrativas, com exceção da pena de prestação de serviços à comunidade.

Na avaliação do magistrado, a criminalização estigmatiza o usuário e compromete medidas de prevenção e redução de danos, além de gerar uma punição desproporcional.

Gilmar ressaltou que a descriminalização do uso não significa a legalização ou liberalização da droga. “Embora a conduta passe a não ser mais considerada crime, não quer dizer que tenha havido liberação ou legalização irrestrita da posse para uso pessoal, permanecendo a conduta, em determinadas circunstâncias, censurada por meio de medidas de natureza administrativa”, explicou.

O ministro afirmou em seu voto que a lei no Brasil conferiu tratamento distinto aos diferentes graus de envolvimento na cadeia do tráfico, mas não foi objetiva em relação à distinção entre usuário e traficante. “Na maioria dos casos, todos acabam classificados simplesmente como traficantes”, disse.

Uma eventual definição do Supremo para descriminalizar o consumo pode trazer, como consequência, a necessidade de fixar parâmetros objetivos para diferenciar usuário de traficante – algo que a legislação atual não faz.

Além de Moraes, quem também avançou na direção de fixar parâmetros entre tráfico e uso foi Barroso. Ele propôs que seja adotado como referência para diferenciação o porte de até 25 gramas de maconha ou a plantação de até seis mudas. Esses critérios valeriam até que o Congresso regulamentasse o assunto.

Fachin também foi no sentido de delegar a outros Poderes a função de definir algum parâmetro. Ele propôs que o STF declarasse como atribuição legislativa o estabelecimento de quantidades mínimas que sirvam de parâmetro para diferenciar usuário e traficante, e que órgãos do Poder Executivo emitissem parâmetros provisórios de quantidade para a diferenciação.

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Jorge Schröder
3 de agosto de 2023 17:50

Primeira declaração coerente deste senador… Se o consumidor para comprar incentiva e gratifica o traficante que é um criminoso, como legalizar e ajudar o traficante deixando o consumidor comprar legalmente….

Ildefonso Pavan
3 de agosto de 2023 18:12

Parabéns ao sr Pacheco pela brilhante declaração a respeito da descriminalização da maconha , que na realidade um equívoco sem precedentes que trará prejuízos enormes à saúde dos nossos jovens adolescentes e inclusive facilitará os traficantes na distribuição do intorpecente.

Léo Hard P
3 de agosto de 2023 18:44

Ta e ai Pachecao não seria hora de abrir a tua gaveta??

Eloa Guterres
3 de agosto de 2023 18:55

O Sr. Tem razão como liberar droga?? O que houve com essa gente??? Se juntaram com o nome “droga”;

Eloa Guterres
3 de agosto de 2023 18:56

Tem como mudar isso???

Nilton G Veiga
3 de agosto de 2023 19:06

Se descriminalizar a posse ou uso em pequenas quantidades é o mesmo que liberar geral pois continuarão ativos usuários e traficantes.
Ministros do stf claramente a favor do narcotráfico.

James Cotliarenco
3 de agosto de 2023 19:11

Esperamos que o Brasil possa copiar o exemplo dos paises do primeiro mundo.

Adroaldo Mousquer
3 de agosto de 2023 19:11

O traficante agradece e aplaude. Continua com o monopólio. Sobe morro, desce morro, vai nas quebrada.

Fernando Krause
3 de agosto de 2023 22:12

Com esta declaração ele vai perder a próxima vaga ao STF…

Vanderlei Stefani
4 de agosto de 2023 00:35

A maconherada de extrema direita agradece kkkkkkkkkk

Sergio HD
4 de agosto de 2023 01:03

Depois que soltaram André do rap esperar o que dessa turma …

Marcelo Neuri Haag
4 de agosto de 2023 10:30

Lembrando que os maiores “bixo-grilo” que adoram maconha e DEFENDEM a liberação são justamente os da esquerda… tem é que combater o CONSUMIDOR! Sem consumo não tem produção/tráfico, simples assim!

João Fernando Zacher
4 de agosto de 2023 19:56

Vai votar a favor quem tiver intereses com o narcotráfico, é claro.
Não vão querer estragar os negócios. O Traficante e seus laranjas colocam 30 gramas no bolso e sai a vender. Depois busca mais e vai vendendo tranquilo. Se a polícia revista.. esta dentro da lei… PATAQUADA GERAL. e graças ao STF o baile continua.
Brasil … um pais de todes… FAZUELLI – Agora sob nova direção.

Jorge Bender
4 de agosto de 2023 20:56

Outro estrume no poder.

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