Sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de novembro de 2015
Trocando apertos de mãos com jovens usando lenços vermelhos da Liga da Juventude Comunista, candidatas de mais de 110 países desembarcaram na última semana na ilha de Hainan (China) para o 65 concurso anual para a escolha da Miss Mundo. Mas uma candidata estava faltando: a Miss Canadá, Anastasia Lin, atriz e pianista de 25 anos a quem foi negado um visto chinês para tomar parte no concurso, presume-se que devido à sua militância em favor dos direitos humanos e da liberdade religiosa na China.
Emigrada chinesa que se radicou no Canadá, ela é seguidora do Falun Gong, movimento espiritual de inspiração budista que a China classificou como “seita perversa”. Apesar de ameaças feitas a familiares seus, ela se negou a recuar de sua plataforma oficial no concurso – a crítica das violações dos direitos humanos cometidas em seu país de origem.
Seu choque com o governo chinês vem lhe angariando atenção favorável da mídia e multidões de apoiadores em todo o mundo. “Se eu não erguer a voz em defesa do que é certo, isso transmitirá uma mensagem muito negativa para aqueles que são alvos da intimidação da China e não têm condições de resistir”, disse Anastasia.
(The New York Times)
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