Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2023
Esse é o oitavo resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais
Foto: DivulgaçãoO PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,9% no segundo trimestre deste ano na comparação com os três meses anteriores, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (1º).
Esse é o oitavo resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais. O crescimento no segundo trimestre de 2023 foi puxado pelos serviços (0,6%) e pela indústria (0,9%). Considerando que o setor de serviços equivale a 70% do PIB, seu desempenho tem o maior peso no resultado total de crescimento no período. Já a agropecuária recuou 0,9%.
Nos serviços, os resultados positivos partiram de atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,3%), outras atividades de serviços (1,3%), transporte, armazenagem e correio (0,9%), informação e comunicação (0,7%), atividades imobiliárias (0,5%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) e comércio (0,1%).
O crescimento na indústria se deve aos desempenhos positivos de 1,8% nas indústrias extrativas, 0,7% na construção, 0,4% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e 0,3% nas indústrias de transformação.
A alta do PIB brasileiro em relação ao mesmo trimestre de 2022 foi de 3,4%. No acumulado dos quatro trimestres terminados em junho de 2023, o PIB cresceu 3,2% ante os quatro trimestres imediatamente anteriores.
Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2023 totalizou R$ 2,651 trilhões.
Primeiro semestre
O PIB no primeiro semestre de 2023 apresentou crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2022. Nessa base de comparação, houve desempenho positivo na Agropecuária (17,9%), na Indústria (1,7%) e nos Serviços (2,6%).
Dentre as atividades industriais, as Indústrias Extrativas (8,2%), a Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (5,6%) e a Construção (0,9%) cresceram, enquanto as Indústrias de Transformação (-1,3%) tiveram queda. Nos Serviços, houve expansão de Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (5,8%), Informação e comunicação (5,3%), Transporte, armazenagem e correio (4,2%), Outras atividades de serviços (3,3%), Atividades imobiliárias (2,8%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) e Comércio (0,9%).
Na análise da demanda interna, considerando a comparação semestral, há aumento de 3,2% na Despesa de Consumo das Famílias e de 2,0% na Despesa de Consumo do Governo. A Formação Bruta de Capital Fixo sofreu um recuo de 0,9%. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços cresceram 9,7 % e as Importações de Bens e Serviços, 2,1%.
“Boa surpresa”
Em conversa com empresários antes da abertura do evento LIDE Brazil Development Forum que ocorrerá em Washington, nos Estados Unidos, o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou que a alta do PIB “foi uma boa surpresa”.
Campos Neto tem sido criticado desde o início do ano por membros do governo federal, inclusive o presidente Lula, por conta da gestão dos juros. No início desta semana, ele voltou a defender que o ciclo de juros no Brasil está bem coordenado com a maior parte dos países. O presidente do BC admitiu que eles são altos, mas ponderou que proporcionalmente são menores do que já foram na média dos períodos passados.
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