Quarta-feira, 21 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel volta a ser efetuada

Compartilhe esta notícia:

O combustível já está saindo das distribuidoras com o recolhimento de 11 centavos referentes aos impostos federais. (Foto: Reprodução)

A cobrança das alíquotas PIS/Cofins sobre o óleo diesel foi retomada, parcialmente. O combustível já está saindo das distribuidoras com o recolhimento de 11 centavos referentes aos impostos federais, que estavam zerados desde o ano passado.

Diferentemente do que foi informado pelo Ministério da Fazenda – de que a cobrança só seria iniciada no dia 1º de outubro –, ela já está sendo feita na cadeia de combustíveis.

Confira a nota enviada pela Receita Federal:

“A respeito da recomposição das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel, a Receita Federal presta os seguintes esclarecimentos:

* A partir de 5/9/2023 a 30/9/2023

Alíquota de R$ 0,11/litro

* A partir de 1/10/2023 a 31/12/2023

Alíquota de R$ 0,13/litro

* A partir de 1/1/2024

Alíquota de R$ 0,35/litro.”

Até então, a alíquota não tem sido cobrada, com base em uma medida provisória, assinada no início do ano, que prorrogou a desoneração do combustível até 31 de dezembro de 2023. Em junho, porém, o Ministério da Fazenda anunciou a ampliação do programa de incentivos para compra de veículos, para empresas adquirirem carros com preços mais baixos.

O programa para a renovação da frota é custeado por meio de créditos tributários – descontos concedidos pelo governo aos fabricantes no pagamento de tributos futuros, no total de R$ 1,8 bilhão. Em troca, a indústria automotiva comprometeu-se a repassar a diferença ao consumidor. Para compensar a perda de arrecadação, a saída do governo foi reverter parcialmente a desoneração do diesel, de forma gradual.

Além disso, a ampliação demandou R$ 300 milhões extras: R$ 100 milhões previstos na medida provisória original, que criou o programa, e outros R$ 200 milhões em uma nova medida provisória (de 30 de junho) que muda a reoneração do diesel.

A expectativa do setor, considerando a mistura de biodiesel ao diesel vendido nos postos, é que a retomada da cobrança de PIS/Cofins represente um repasse de R$ 0,10 por litro nas bombas.

Consumidor comum

Apesar de o diesel não ser o combustível usado em carros de passeio, com esse produto mais caro, a conta, de toda forma, recai no consumidor. O consultor e educador financeiro Silvio Azevedo explica que o aumento do diesel impacta diretamente o serviço de transporte, e, consequentemente, o preço dos fretes.

“Tudo que a gente come e compra no Brasil, vem por meio de estrada. E isso (o preço do diesel) aumenta bastante o custo do transporte”, diz. “Você pode até não sentir esse aumento se você não dirigir um caminhão ou um carro que use o diesel, mas lá na frente você vai ver que aquela empresa que utiliza transporte e que usa diesel, vai repassar o preço para os produtos”, afirma.

É como um efeito dominó: o diesel aumenta, o frete aumenta e, por consequência, o produto transportado também acaba aumentando de preço. Ou seja, a consequência final é o aumento da inflação, na avaliação de especialistas.

Para Adalcir Lopes, vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), essa reoneração do diesel já era algo esperado e com o que as transportadoras já estão lidando há um bom tempo. Segundo ele, o aumento de preço de frete é algo natural nesse processo.

“Isso já era esperado, não é novidade. É óbvio que dá impacto, sempre, porque o diesel é praticamente 30% do nosso custo como transportador. E tudo que afeta, qualquer aumento de tarifa, de imposto, tudo impacta a formação do preço do frete, e toda a cadeia repassa”, diz. “Nossa expectativa é que essa situação do petróleo lá fora se mantenha, com o preço estável, e que possa até abaixar, porque quando abaixa, nós somos pressionados pela oferta e procura, o mercado regula de novo o frete para baixo”, diz.

Em agosto, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,78 por litro no preço médio de venda de diesel para as distribuidoras, que passou a ser de R$ 3,80 por litro. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), o litro do diesel S-10 é vendido, em média, a R$ 6,13, R$ 0,08 a mais do que o verificado na semana anterior.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Revogada liminar que suspendeu compra de automóveis pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul
Lula anuncia reforma ministerial; veja como ficou a distribuição nas pastas
Pode te interessar