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Economia Dívida Pública sobe 2% e supera, pela primeira vez, R$ 6,2 trilhões

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Em abril, o indicador excedeu, pela primeira vez, a barreira de R$ 6 trilhões.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Em abril, o indicador excedeu, pela primeira vez, a barreira de R$ 6 trilhões. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

A Dívida Pública Federal (DPF) subiu em agosto e superou, pela primeira vez, a marca de R$ 6,2 trilhões. Conforme números divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 6,142 trilhões em julho para R$ 6,265 trilhões no mês passado, o que representa um avanço de 2,01%.

Em abril, o indicador excedeu, pela primeira vez, a barreira de R$ 6 trilhões. Mesmo com a alta em agosto, a DPF está abaixo do previsto. Segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF), apresentado no fim de janeiro, o estoque da DPF deve encerrar este ano entre R$ 6,4 trilhões e R$ 6,8 trilhões.

A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) subiu 1,94%, passando de R$ 5,913 trilhões em julho para R$ 6,028 trilhões em agosto. No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 59,73 bilhões em títulos a mais do que resgatou, principalmente em papéis prefixados e vinculados a Taxa Selic (juros básicos da economia). A alta na DPMFi também foi reforçada porque houve a apropriação de R$ 54,98 bilhões em juros.

Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 12,75% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.

No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 93,556 bilhões em títulos da DPMFi, o volume mais baixo desde fevereiro deste ano.

Com o baixo volume de vencimentos em agosto, os resgates somaram R$ 33,822 bilhões, o volume mais baixo desde julho. Apesar da queda das emissões e dos vencimentos, a diferença entre as emissões e os resgates voltou a ficar positiva, um mês após o Tesouro registrar resgate líquido.

No mercado externo, a alta do dólar em agosto aumentou o endividamento do governo. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) subiu 3,71%, passando de R$ 237,46 bilhões em julho para R$ 228,96 bilhões em agosto. O principal fator foi o avanço de 3,8% da moeda norte-americana no mês passado.

Após cair em julho, o chamado colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) voltou a subir em agosto. Essa reserva passou de R$ 991,85 bilhões em julho para R$ 1,025 trilhão no mês passado. De acordo com o Tesouro Nacional, o principal motivo foi a emissão líquida (emissões menos resgates) no mês passado.

Atualmente, o colchão cobre 7,92 meses de vencimentos da dívida pública. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,349 trilhão em títulos federais.

 

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4 Comentários
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Paulo Jesus Corrêa
27 de setembro de 2023 21:02

Pois é, estamos no aguardo! Coisas piores podem acontecer, alô hermanos!

Marly Dias
27 de setembro de 2023 21:12

A pandemia destruiu as nossas finanças,
e Depois teve a inflação. Agora pra se reorganizar esta dificil
Pra Muitas pessoas. Alguns colocam comida na mesa, mas nao conseguem pagar as contas!
Vou deixar o link aqui à baixo
que está me ajudando financeiramente e
Espero que ajude à vcs tbm!

http://mon.net.br/1zecst

Vinícius Borella
27 de setembro de 2023 23:49

O ESTADISTA mostrando a que veio

Fernando Krause
28 de setembro de 2023 15:35

Governo perdulário, que gasta o que não tem sem se preocupar com a ‘conta de papel de pão” receita X despesa só vai afundar o Brasil no calabouço “socialista” onde já estão Argentina, Bolívia, Cuba, Nicarágua, Venezuela…

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