Sexta-feira, 06 de novembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de outubro de 2023
Deflagrada há uma semana pelo governo federal para incentivar a atualização da caderneta de imunização do público infanto-juvenil de até 15 anos, a Campanha Nacional de Multivacinação tem o seu ponto-alto neste sábado (21), com o “Dia D” da Multivacinação. Os ônibus de Porto Alegre terão passe-livre, conforme previsto em lei municipal.
Equipes de todos os 134 postos de saúde estarão mobilizadas entre 10h e 19h. É importante apresentar a caderneta de acompanhamento. Quem não se vacinou contra covid e gripe também pode aproveitar para receber as respectivas doses, que permitem aplicação simultânea sem riscos à saúde ou à eficácia de ambos os fármacos.
O “Dia D” também tem ações nas demais 498 cidades do Rio Grande do Sul. Cada prefeitura tem autonomia para definir a sua própria logística no que se refere a quantidade de postos abertos, horários de atendimento e outros aspectos.
Para gestantes
– DTPA (tríplice bacteriana acelular adulto).
Até os 7 anos
– BCG.
– Hepatite A.
– Hepatite B.
– Pentavalente.
– Poliomielite (paralisia infantil).
– Rotavírus.
– Pneumocócica.
– Meningocócica C.
– Febre-amarela.
– Tríplice Viral.
– DTP.
– Varicela.
– Covid.
– Gripe.
De 7 a 15 anos
– Hepatite B.
– Febre-amarela.
– Tríplice viral.
– Difteria e tétano adulto.
– Meningocócica ACWY.
– HPV quadrivalente.
Situação na capital
A diretora de Atenção Primária à Saúde da capital gaúcha, Vânia Frantz, ressalta que a cidade começou bem a campanha, no sábado passado (14), com a aplicação de mais de 1,5 mil doses de vacinas e a atualização de 1.529 carteiras.
“Nosso esforço está concentrado em ampliar a cobertura vacinal, por isso é essencial levar crianças e adolescentes a uma unidade de saúde, até mesmo para conferir se o esquema de imunização está em dia”, acrescenta.
De 2015 ao ano passado, as coberturas de imunização apresentaram queda significativa em âmbito nacional. No Rio Grande do Sul não tem sido diferente: a vacina BCG, por exemplo, teve seu índice reduzido de 100% em 2015 para 79% em 2021, embora tenha subido para 88,54% no ano passado.
Esse processo se acentuou no período de auge da pandemia coronavírus. Também contribuem a desinformação propagada por meio de notícias falsas em redes sociais e aplicativos de mensagem como o whatsapp, por pessoas ignorantes ou mesmo mal-intencionadas.
(Marcello Campos)
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