Segunda-feira, 12 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Turma inteira do Tribunal Federal em Porto Alegre se declara suspeita para julgar ações de improbidade da Operação Lava-jato

Compartilhe esta notícia:

João Pedro Gebran Neto, que julgava recursos criminais da Lava-jato no TRF4, foi um dos que se declarou suspeito para casos administrativos. (Foto: Sylvio Sirangelo/TRF4)

A turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) com competência para julgar os recursos em processos de improbidade administrativa oriundos do Paraná, hoje, não tem magistrado habilitado a apreciar aqueles que derivam de apurações da extinta Operação Lava-jato.

Os três integrantes da 12ª Turma declararam suspeição para processos oriundos do grupo de Curitiba (PR). São eles João Pedro Gebran Neto, Luiz Antonio Bonat e Gisele Lemke.

O colegiado foi criado em agosto de 2022 na esteira da ampliação do número de desembargadores federais pela Lei 14.253/2021. Na 4ª Região, cuja sede é Porto Alegre, optou-se por reforçar o projeto de descentralização, com novas turmas no Paraná e em Santa Catarina.

A 12ª Turma, assim, passou a julgar recursos em processos de Direito Administrativo, Civil e Comercial do Paraná. E com isso, recebeu as apelações derivadas da Lava-jato. Uma das ações em que se reconheceu a suspeição envolve executivos da construtora Mendes Júnior.

O recurso foi distribuído, inicialmente, a Luiz Bonat, que antes de ser promovido a desembargador foi titular da 13ª Vara Federal de Curitiba, sede do lavajatismo e onde tramitam as ações penais. Ele sucedeu o ex-juiz Sérgio Moro e deixou o cargo em junho de 2022.

Bonat então declarou sua suspeição porque há um contexto de identidade entre os casos da Lava-jato na esfera administrativa e penal e por considerar que seu impedimento pode ser argumento futuro do reconhecimento de nulidades processuais.

A redistribuição mandou o caso a Gebran Neto, que até a criação da turma paranaense do TRF4 ocupava a 8ª Turma do tribunal, responsável por julgar as apelações criminais dos casos da Lava-jato. Por isso, ele também declarou a própria suspeição.

Gebran destacou na decisão que sua atuação na esfera criminal, associada à identidade de fatos e envolvidos, tem, ao menos em tese, potencial de influenciar na solução dos processos cíveis e interferir na necessária imparcialidade para condução e julgamento.

Restou a distribuição à desembargadora Gisele Lemke, magistrada de carreira que atuou como convocada no TRF4 entre 2017 e 2022. Sem laços anteriores com o lavajatismo, ela já despachou e levou a julgamento ações oriundas de Curitiba.

Ela reanalisou a própria situação e concluiu que é suspeita considerando a “proximidade com grande parte dos magistrados que atuaram no âmbito da operação em questão até o momento”, o que retirou a necessária imparcialidade para julgamento dos recursos de improbidade.

Em tese, caberá ao TRF4 convocar três juízes de primeira instância para resolver essas ações. As informações são da Revista Consultor Jurídico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Discussão, gritos e dedo no rosto: briga entre os irmãos Ciro e Cid Gomes durante encontro do PDT quase chega às vias de fato
Lula faz café com jornalistas no dia de seu aniversário, mas diz que não consegue comemorar
Pode te interessar