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| Hackers do bem também existem. Saiba quem são

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Hackers do bem ajudam empresas e a polícia a combater crimes na internet. Crédito: Reprodução

Um dos maiores estereótipos que envolvem assuntos relacionados a hacker é de que eles se resumem em pessoas mal-intencionadas, dispostas a roubar dados e infectar máquinas alheias por pura diversão.
Esse pensamento estereotipado se deve em grande parte a divulgação excessiva das mídias em geral, mostrando apenas um lado da moeda e esquecendo do lado que mostra a existência e a importância dos hackers do bem, conhecidos também como hackers “éticos”.

Um hacker ético protege um sistema e seu conteúdo por meio de testes que têm como objetivo buscar algum tipo de vulnerabilidade que possa expor redes e sistemas a ataques, dessa forma prevenindo furtos e/ou danos de dados e informações. Hackers do bem não realizam testes apenas relacionados a redes e sistemas, mas também testes que envolvem pessoas. A falha humana é considerada um dos principais fatores que colocam em risco a segurança dos dados e informações.

Diariamente, milhares de pessoas vazam informações inconscientemente, e acabam sendo vítimas da “engenharia social”, que tem o objetivo de furtar dados e informações sem que suas vítimas percebam. Isso ocorre por meio de conversas aparentemente amigáveis, e um bom hacker ético deve conhecer tais técnicas, identificar e evitar sua ocorrência.

A primeira coisa que deve estar presente em qualquer hacker ético, assim como em qualquer outro profissional independentemente da área de atuação, é a ética. Habilidades e qualidades como persuasão, resolução de problemas, comunicação, disciplina, confiança e dedicação são fundamentais para qualquer hacker do bem.

Para iniciar uma carreira como hacker do bem, é aconselhado possuir graduação no curso de Segurança da Informação. Se não for possível, tente cursos como Sistemas de Informação ou Ciências da Computação e faça uma pós-graduação em uma área que envolva Segurança da Informação.

Competição de hackers.
Recentemente, uma feira de segurança da informação em São Paulo reuniu jovens de todo o País em uma competição de hackers do bem. Eles competem no mesmo lugar, mas sozinhos e em frente ao próprio computador. Exatamente como aprenderam quase tudo o que sabem. Os participantes têm que cumprir uma série de desafios, como invadir sistemas ou encontrar brechas em programas.

Das competições, eles muitas vezes saem com várias propostas de emprego. E com o aumento das fraudes eletrônicas no País, a ideia do Campeonato Nacional de Hackers é justamente aproximar o mercado e os jovens que têm habilidades computacionais e aplicar os talentos para atividades produtivas e benéficas.

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