Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 7 de fevereiro de 2024
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos rejeitou nesta terça-feira o envio de 17,6 bilhões de dólares em ajuda a Israel, em uma votação com a qual os republicanos tentaram separá-la do pacote que inclui fundos para a Ucrânia e a segurança fronteiriça. Um total de 167 democratas votaram contra depois que o presidente Joe Biden ameaçou exercer o seu veto. Também teve a oposição de 13 republicanos incomodados com a falta de compensação orçamentária.
Os republicanos no Congresso e Biden discordam sobre a ajuda dos EUA a estes dois países. Os conservadores, sob a influência do ex-presidente Donald Trump, querem libertar a todo custo novos fundos para Israel, um aliado histórico dos Estados Unidos na guerra contra o movimento islâmico palestino Hamas na Faixa de Gaza.
Muitos deles opõem-se à aprovação de fundos adicionais para Kiev, acreditando que os contribuintes americanos não têm obrigação de financiar uma guerra que está estagnada. Joe Biden está ciente de que muitos deixaram de considerar este conflito urgente. A mobilização que surgiu logo após a invasão russa da Ucrânia, em Fevereiro de 2022, desapareceu.
O líder democrata pede desde outubro que a ajuda a Israel e à Ucrânia seja incluída no mesmo pacote. A votação sobre Israel na Câmara dos Representantes foi uma tentativa de fazê-lo ceder. Em vão. “O tempo é essencial” para a Ucrânia, alertou Biden esta terça-feira num discurso na Casa Branca.
“Não podemos sair agora. Essa é a aposta de (Vladimir) Putin”, disse ele. “Apoiar este projeto de lei é confrontar Putin. Opor-se a este projeto faz o seu favor.”
Os Estados Unidos são de longe o principal apoiante militar da Ucrânia. Libertou a sua última parcela de ajuda militar no final de dezembro. Há vários meses que lutam para desembolsar novos fundos, exigidos por Biden e pelo seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky. As duas últimas visitas de Zelensky a Washington, em setembro e dezembro de 2023, não tiveram sucesso.
Pacote
Em outra frente, depois de meses de negociações, concessões e decepções, o Senado dos EUA barrou um pacote defendido pelo governo de Joe Biden que alocava US$ 118 billhões em ajuda a Ucrânia, Israel e Taiwan, e também incluía planos mais estritos para a segurança da fronteira dos EUA com o México. O texto foi teve o apoio de 49 senadores, 11 a menos do que o necessário para a aprovação, e agora a Casa Branca tenta aprovar um plano alternativo, sem menção à política migratória.
O texto foi rejeitado por praticamente todos os republicanos, com a exceção de ames Lankford, Lisa Murkowski, Susan Collins e Mitt Romney. Pelo lado democrata, Bob Menendez, Elizabeth Warren, Ed Markey e Alex Padilla, além do independente Bernie Sanders, votaram contra o avanço da proposta – antes da votação, Sanders, ligado a setores progressistas, havia criticado o envio de “US$ 10 bilhões a mais em ajuda militar ao governo de [Benjamin] Netanyahu para continuar sua horrível guerra contra o povo palestino”.
Pela proposta, estavam previstos US$ 60 bilhões em ajuda à Ucrânia, US$14,1 bilhões a Israel, US$ 2,44 bilhões para custear operações de segurança no Mar Vermelho, cenário de ataques da milícia houthi, e US$ 4,83 bilhões para apoiar necessidades de defesa de aliados na Ásia, ligadas às tensões entre Taiwan e China. O restante seria destinado às ações migratórias. As informações são do jornal O Globo.
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