Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Polícia Federal apura se o general Braga Netto tentou aliciar “kids pretos” na tentativa de um golpe de Estado

Compartilhe esta notícia:

Braga Netto refuta a hipótese de que estivesse cogitando um "golpe dentro do golpe" para derrubar Bolsonaro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Polícia Federal investiga se o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, general Walter Braga Netto (PL), tentou aliciar militares das Forças Especiais do Exército, os chamados “kids pretos”, para um possível golpe de Estado a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A informação foi divulgada pela Reuters a partir de documentos da investigação.

A organização criminosa que, segundo a PF, é suspeita de planejar uma ruptura institucional para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi dividida em seis núcleos pelos investigadores. Braga Netto – que foi candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro na eleição de 2022 – faria parte de duas frentes, responsáveis por incitar e influenciar militares a aderir a um golpe de Estado.

Uma reunião no apartamento do então ministro da Casa Civil, em Brasília, no dia 12 de novembro de 2022, é considerada pelos investigadores peça-chave no inquérito. Os participantes teriam discutido os valores para financiar hotel, alimentação e material para manifestantes bolsonaristas, incluindo militares. A PF investiga quem participou do encontro, presencialmente e também por videoconferência. Maria Aparecida Villas Bôas, mulher do ex-comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, teria acompanhado a reunião na capital federal remotamente.

Mensagens obtidas pela PF no curso da investigação mostram que o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, ajudou a organizar protestos no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 15 de novembro de 2022, data da Proclamação da República, e prometeu suporte das Forças Armadas para garantir a segurança dos manifestantes.

O tenente-coronel, conforme as investigações, ofereceu R$ 100 mil para cobrir gastos com hospedagem e alimentação de manifestantes, além de materiais, e orientou que pessoas fossem trazidas do Rio. Cid, que era uma espécie de “faz-tudo” de Bolsonaro, fechou acordo de delação e foi o pivô da Operação Tempus Veritatis, que implicou Bolsonaro, ex-ministros e ex-integrantes da cúpula das Forças Armadas em trama golpista.

Segundo encontro

A PF identificou ainda um segundo encontro, também em Brasília, que teria sido marcado com o objetivo específico de arregimentar militares simpáticos ao plano golpista. Àquela altura, aliados de Bolsonaro estariam em busca de “suporte” para impedir a posse de Lula e restringir uma reação do Poder Judiciário, segundo relatórios do inquérito.

Mauro Cid e o coronel Bernardo Romão Correa Neto teriam articulado a reunião, que ocorreu no dia 28 de novembro de 2022 em um salão de festas na Asa Norte. “Só chamamos os FE (Forças Especiais)”, disse o coronel ao ex-assessor de Bolsonaro em mensagem no WhatsApp.

Os militares da elite do Exército integram o Comando de Operações Especiais (Copesp) e usam gorros pretos nas operações – daí o nome do grupo. Em fevereiro, Bernardo Romão foi um dos alvos de mandado de prisão na Operação Tempus Veritatis.

A PF suspeita que a reunião serviu para o grupo redigir uma carta para pressionar o então comandante do Exército, general Marco Antônio Freire Gomes, a aderir ao golpe de Estado após o resultado da eleição daquele ano. Ouvido como testemunha pelos federais, Freire Gomes disse ter rechaçado qualquer ruptura.+

Depoimentos

O ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército (Coter), general Estevam Theóophilo, e seu assistente, o coronel Cleverson Ney Magalhães, foram questionados pela PF sobre a reunião, durante os depoimentos prestados no mês passado. O general negou ter participado do encontro. O assistente, por sua vez, declarou que a reunião não passou de uma “confraternização informal”.

Theóphilo foi apontado pela PF como o “responsável operacional” por arregimentar as Forças Especiais do Exército para prender o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em depoimento, o general disse que não sabia do plano.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pesquisa de Mobilidade será realizada esta semana na avenida Castelo Branco, em Porto Alegre
Neste 31 de março de 2024, completam-se 60 anos do início de um dos períodos mais sombrios do Brasil
Pode te interessar