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Economia Agronegócio brasileiro abre mercados em 50 países

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A meta, que era prevista para ser alcançada apenas em 2030, foi batida antes mesmo do encerramento da safra 2023/2024. (Foto: Reprodução)

O governo conseguiu abrir para o agronegócio brasileiro 105 novos mercados em 50 países desde janeiro de 2023. No mesmo período, nenhum mercado foi fechado para o Brasil. Segundo Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, a lista não inclui a ampliação de mercados, como as recentes habilitações de frigoríficos que podem exportar para a China. São lugares que não importavam os produtos do Brasil e agora passaram a comprar.

“A retomada da boa diplomacia abre as portas mais facilmente. Um dos trunfos do Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, é a rigidez no controle fitossanitário”, explicou Perosa enquanto participava de uma missão no Vietnã.

Ele afirmou que as prioridades, atualmente, são o Sudeste Asiático e os países africanos. Disse que “a volta do Brasil ao cenário mundial” tornou mais fáceis as conversas com os parceiros internacionais. “Conseguimos acesso a pequenos, médios e grandes mercados. A abertura do México para a carne suína brasileira é uma vitória enorme”.

Na sexta, o presidente Lula visitou uma fábrica da JBS para acompanhar o primeiro embarque de carne a partir de unidades recém-habilitadas a exportar para o gigante asiático.

Ele também citou a venda de algodão para o Egito, carnes bovina e suína para Cingapura, suco de açaí para a Índia; frango para Israel e Argélia; mamão para o Chile; arroz para o Quênia; pescados para Austrália, Egito e África do Sul; ovos para a Rússia; e café verde para a Zâmbia.

O impacto desses novos mercados na balança comercial ainda não foi calculado, disse o secretário. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior mostram que as exportações do agronegócio fecharam o ano passado em US$ 166,5 bilhões, cifra recorde que representa um acréscimo de US$ 7,7 bilhões em comparação a 2022.

José Carlos Hausknecht, sócio diretor da MB Agro, disse que a busca por novos mercados tem sido constante por governos brasileiros. Mas ainda não é possível saber com certeza se houve uma mudança significativa. Ele concorda que a melhora da imagem do Brasil ajuda.

“Acredito que uma imagem melhor do Brasil em relação à preservação ambiental possa ajudar em alguns mercados ou países”, afirmou Hausknecht.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, avalia que o governo tem escutado o setor privado para a definição das prioridades de missões internacionais. Ele acrescentou que essa interação tem sido importante para a construção destas novas portas abertas:

“No nosso caso, entre aberturas e ampliações de mercados, temos mais de 15, incluindo mercados de altíssima relevância como China, Filipinas e Reino Unido. Mas é importante citar que comércio internacional é jogo de mão dupla. Ou seja, para conquistar acesso tem de permitir também que outros países exportem para o Brasil”.

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