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Brasil Dilma receia que o senador Renan Calheiros a traia, como fez com Fernando Collor

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Calheiros disse que não se deve restringir o processo legal (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

A relação entre o presidente do Senado, Renan Calheiros, e a presidenta Dilma Rousseff parece uma lua de mel, mas na verdade é um cabo de guerra, que tem como pano de fundo o impeachment e a Operação Lava-Jato. Empoderado pela decisão do Supremo Tribunal Federal que deu ao Senado a palavra final sobre a abertura do processo, Calheiros reassume, 23 anos depois, um dos papéis principais no impedimento de um presidente da República. No passado, migrou de aliado a acusador de Fernando Collor. No presente, veste o figurino de governista. Mas se Calheiros tornar-se réu na investigação, puxará a corda com mais força e poderá derrubar Dilma.

O Planalto nega, mas aliados de Calheiros acreditam que permanecer do lado do governo em tempos de Lava-Jato garante uma blindagem. Outro motivo para o apoio a Dilma é a disputa interna com o vice-presidente Michel Temer no PMDB.

Já o governo tem como certo o apoio dos senadores, liderados por Calheiros, Eunício Oliveira (CE) e e pelo ex-presidente José Sarney. Auxiliares de Dilma lembram que Calheiros foi líder do governo na Câmara do então presidente Collor, e dois anos depois despontou como testemunha-chefe na Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou denúncias de corrupção e apoiou o impeachment. (Andrea Jubé/Valor)

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