Domingo, 23 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 22 de dezembro de 2015
Um dos delatores do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato, o diretor financeiro da UTC, Walmir Santana, detalhou à Procuradoria-Geral da República um acerto que teria sido feito em 2014 entre Ricardo Pessoa, dono da empreiteira, e o então senador Gim Argello (PTB-DF). Pelo acordo, o parlamentar atuaria para que Pessoa não fosse chamado a depor na CPI mista da Petrobras. Em contrapartida, Pessoa contribuiria em favor de pessoas indicadas por Argello.
Segundo Santana, o acerto era “um tipo de blindagem” para Pessoa. “No início do mês de julho de 2014, Ricardo Pessoa se aproximou do declarante [Santana] e afirmou ter chegado a um acordo com Gim Argello no sentido de que ele, Ricardo Pessoa, fosse blindado em relação à CPI; que, em contrapartida, teria que fazer doações no valor de 5 milhões de reais a pessoas que Gim Argello indicaria.”
O executivo depôs em agosto à Procuradoria-Geral da República. Em um depoimento, Santana contou que, após a instalação da CPI, “existiam afirmações de que Ricardo Pessoa seria chamado para prestar depoimento”. O dono da UTC, segundo o delator, passou a procurar “pessoas dessa CPI” e chegou a Argello, que teria “uma certa influência” sobre Vital do Rêgo, então senador e presidente da CPI e hoje ministro do Tribunal de Contas da União. Conforme Santana, Pessoa reuniu-se algumas vezes com Argello. (AE)
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