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Política Presidente do PT, Gleisi Hoffmann ironiza bloqueio do TikTok nos Estados Unidos: “Defensores da liberdade?”

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Grupo quer antecipar saída de Gleisi Hoffmann do cargo de porta-voz do partido.(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), perguntou na última quinta-feira (25), em seu perfil nas redes sociais, como ficam os “defensores da ‘liberdade de expressão’ do mentiroso” Elon Musk, dono do X (ex-Twitter), sobre a sanção do presidente dos EUA, Joe Biden (Partido Democrata), que obriga a empresa chinesa ByteDance a vender o TikTok nos Estados Unidos em 1 ano. Caso a rede social não passe a ser comandada por um empresário norte-americano, será proibida no País. O TikTok disse que irá contestar a decisão na Justiça.

“Imagina a gritaria ‘contra a censura’ se fosse na China, em Cuba, na Venezuela… Mas foi nos Estados Unidos que o Congresso aprovou e o presidente sancionou uma lei que pode banir o TikTok do país se ele não for vendido a um grupo privado estadunidense”, disse Gleisi em seu perfil no X. Ela ainda declarou: “Como é que ficam agora os defensores da ‘liberdade de expressão’ do mentiroso Elon Musk e do seu bando de fascistas? Ditadura contra a rede social dos outros é colírio, né?”.

A medida foi aprovada pela Câmara norte-americana no último sábado (20), pelo Senado na terça-feira (23) e sancionada por Biden na quarta-feira (24). A decisão foi impulsionada pela suspeita das autoridades dos EUA de que a China estaria usando a plataforma para acessar os dados de norte-americanos e vigiá-los.

Musk x Moraes

O empresário Elon Musk questionou em 6 de abril por que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes “exige tanta censura no Brasil”. O dono do X também chamou Moraes de “ditador” por praticar o que chama de “censura agressiva“, pediu a sua renúncia ou o impeachment e ameaçou fechar a rede social no Brasil. Governistas saíram em defesa de Moraes.

O ministro determinou em 7 de abril a inclusão de Musk como investigado no inquérito das milícias digitais, protocolado em julho de 2021, que investiga grupos por condutas contra a democracia. Também abriu um novo inquérito para apurar a conduta do dono da plataforma. Moraes quer que se investigue o crime de obstrução à Justiça.

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