Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de julho de 2024
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu um pedido do procurador-geral da República Paulo Gonet e mandou a Polícia Federal (PF) abrir um inquérito para investigar a conduta do prefeito de Farroupilha (Serra Gaúcha), Fabiano Feltrin (PL), que encenou a decapitação do ministro numa guilhotina durante transmissão ao vivo no Instagram. Feltrin afirmou, em nota, que “fez uma brincadeira”.
Conforme despacho assinado na segunda-feira (29), Feltrin será investigado pela Polícia Federal por incitação ao crime. A PF tem 60 dias para apresentar um primeiro relatório sobre o caso ao STF.
Gonet pediu que os investigadores realizem a oitiva do prefeito e também analisem suas redes sociais, para “verificar se há registro de episódios similares”.
O caso foi distribuído ao gabinete de Moraes por prevenção ao inquérito que apura a autoria intelectual dos atos extremistas do 8 de Janeiro, em Brasília.
Ao pedir a abertura da investigação, o procurador lembrou das apurações em curso no STF sobre a “existência de organização criminosa responsável por ataques sistemáticos aos seus adversários, ao sistema eleitoral e às instituições públicas, por meio da propagação de notícias falsas e estímulo à violência contra autoridades da República”.
No vídeo sob investigação, Feltrin aparece ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que visitou Farroupilha no último dia 25. Na gravação, um terceiro diz que “não gostou” de uma homenagem feita a Moraes. Em seguida, o prefeito diz que sua homenagem ao ministro seria colocá-lo em uma guilhotina.
“É só botar ele aqui na guilhotina. Está aqui a homenagem pra ele, ó”, afirma Feltrin. No vídeo, Bolsonaro puxa o ombro do prefeito enquanto ele manuseia a guilhotina.
Resposta
Em pronunciamento, Feltrin pediu desculpas. “Num evento político, quando perguntado, fiz uma brincadeira envolvendo o nome do ministro Alexandre de Moraes. Embora eu seja, de fato, um crítico de sua atuação como magistrado, é inadequada qualquer alusão a atos de violência. Alusão semelhante já foi usada em outro momento pelo próprio ministro, mas isso não exime o equívoco ao qual reitero meu pedido de desculpas. A fala, portanto, não refletiu nenhuma vontade pessoal ou qualquer espécie de incitação. Minha trajetória mostra que sempre respeitei as pessoas e as instituições – e assim quero prosseguir”, afirmou Feltrin em nota após o ocorrido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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