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Economia Bolsa brasileira tem melhor mês em quase 1 ano; Saiba por que o dólar não

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O Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável, com leve perda de 0,03%, aos 136.004 pontos.

Foto: Divulgação/Agência Brasil
Alta foi impulsionada por cenário externo positivo e com expectativa de corte de juros nos EUA. (Foto: Divulgação/Agência Brasil)

Os principais índices do mercado doméstico brasileiro fecharam no campo negativo nesta sexta-feira (30), com mercados analisando dados da inflação dos Estados Unidos, enquanto no cenário local as atenções se voltaram para falas de autoridades sobre o cenário econômico.

Apesar da queda do dia, o Ibovespa encerra agosto, período marcado por sucessivas quebras de recordes com alívio global e sinalizações de que os juros passarão a cair nos EUA, com o melhor desempenho mensal de 2024. Já o dólar encerrou o mês praticamente estável após apagar parte das perdas ante o real com sequência de altas nas últimas sessões.

A atenção do dia ficou no PCE – o favorito do Federal Reserve (Fed) – que teve uma alta moderada e em linha com o esperado em julho, reforçando a tese de uma desaceleração gradual da economia norte-americana, o que consolidava apostas de um corte menor nos juros em setembro e fortalecia os ativos do país.

No cenário nacional, agentes financeiros voltavam suas atenções para uma série de eventos com autoridades, incluindo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em busca de avaliações sobre a política monetária e o estado da economia brasileira.

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a sessão praticamente estável, com leve perda de 0,03%, aos 136.004 pontos, diminuindo o recuo nos momentos finais do pregão. Na semana, o principal índice do mercado doméstico fechou com alta de 0,29%.

Já no saldo de agosto, o Ibovespa teve salto de 6,54%, o melhor desempenho mensal desde novembro do ano passado, quando avançou 12,5%. No ano, o indicador soma alta de 1,35%.

Dólar

O clima global também deu fôlego ao dólar, que fechou o dia com avanço de 0,24%, negociado a R$ 5,636, em linha com a valorização da divisa norte-americana ante uma cesta de moedas fortes. O desempenho deu fôlego para a divisa encerrar a semana com salto de 2,86%, enquanto o saldo do mês teve leva queda de 0,5%. No ano, porém, o dólar soma alta de 16,1%.

O BC interveio no câmbio e vendeu à vista US$ 1,5 bilhão, valorizando momentaneamente a divisa brasileira. Foi a primeira ação do tipo desde 2022. O Departamento de Comércio dos EUA anunciou que seu índice PCE teve alta de 0,2% em julho na base mensal, em linha com o esperado por analistas, ante avanço de 0,1% no mês anterior.

Em 12 meses, o índice chegou a 2,5%, de 2,5% em junho, mas ainda próximo da meta de 2% do Fed.

O resultado consolidou as apostas dos agentes financeiros de que o banco central dos EUA deve realizar um ciclo de afrouxamento monetário gradual a partir de setembro, à medida que a inflação, apesar de moderada, ainda segue um pouco acima da meta e a economia tem mostrado resiliência, como visto nos números do PIB na véspera.

Essa é uma mudança em relação à perspectiva no início do mês de que a maior economia do mundo poderia estar rumando para uma recessão, o que fez operadores precificarem cortes de juros mais agressivos na época.

 

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