Sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
13°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Carlos Roberto Schwartsmann Eis as minhas joias

Compartilhe esta notícia:

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

No dia 27 de agosto foi inaugurado o centro cirúrgico de alta tecnologia do Hospital Nora Teixeira no Complexo Hospitalar Santa Casa.

O novo bloco terá capacidade de realizar 700 cirurgias por mês.

A construção e aparelhamento do mesmo só foi possível graças a doação de 15 milhões de reais pela família Celso Rigo.

A cultura da filantropia é antiga e muito robusta nos EUA, mas não entre nós.

A senhora Nora Teixeira doou 120 milhões para a construção do hospital que leva seu nome.

Foi o maior gesto filantrópico da história do Rio Grande do Sul. Isto sensibilizou inúmeras famílias que se motivaram a serem doadoras parceiras.

A doação é um gesto de caridade, solidariedade e fraternidade. Fortalece os elos sociais e os laços comunitários. É uma declaração de amor e empatia em benefício de desconhecidos.

A doação, obviamente, nem sempre envolve dinheiro. Na enchente doamos roupas, cobertores e cestas básicas.

Ainda é bom lembrar que doamos sangue, córneas, rins e até corações.

Tempos atrás, uma senhorinha com mais de 90 anos veio a provedoria do hospital e, insistentemente, apesar de barrada pelos guardas, explicou que desejava conversar com o diretor máximo da instituição.

De nada adiantou a explicação da secretária que o Provedor Alfredo estava em reunião administrativa com seus vices.

De tanto insistir conseguiu adentrar e interromper a reunião. Talvez, pela casmurrice, imaginavam que a idosa iria despejar queixas contundentes contra o nosocômio.

Mas antes mesmo de se apresentar e interpelar os três surpresos ouvidores, abriu uma sacola e expôs uma pequena bolsinha enrolada num plástico de supermercado: “Venho até aqui para dar um presente a esta instituição misericordiosa. Estas são minhas joias! Fiquei viúva há muitos anos e não tenho filhos!”

Estas joias não conseguem mais me enfeitar, mas tenho certeza de que com o valor delas, a Santa Casa poderá beneficiar a saúde de algumas pessoas!

Eis as minhas joias!

Cada um doa o que pode!

(Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário – schwartsmann@santacasa.org.br)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Carlos Roberto Schwartsmann

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Panorama Político
Lembranças que ficaram (38): “Temos cerveja, porém gelada”
Pode te interessar

Carlos Roberto Schwartsmann Bom dia!

Carlos Roberto Schwartsmann Medicina sob desconfiança

Carlos Roberto Schwartsmann Um hospital que paga para trabalhar

Carlos Roberto Schwartsmann Hermanos e Messi