Quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Por Carlos Roberto Schwartsmann | 26 de agosto de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Dois fatos marcantes relacionados ao nosso Brasil me marcaram no passado.
O ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, visitou o nosso país pela primeira vez em 1997. Em entrevista, ao retornar, falou da nossa música, da nossa cultura e até de futebol.
O repórter então lhe perguntou: “O que mais impressionou o senhor?!” Ele respondeu: “A desigualdade social.”
Ainda hoje, segundo o IBGE, um por cento da população retém 63% da riqueza patrimonial nacional.
Margareth Thatcher, a dama de ferro, disse em 1980: “Não existe dinheiro público. Existe o dinheiro dos pagadores de impostos.”
O Estado não gera riqueza própria e todo recurso estatal vem do bolso do contribuinte.
Na semana passada, fui ao supermercado e longe do habitual, guardei a nota fiscal. Fui conferir em casa se eram verdadeiros os prometidos descontos do super. Gastei R$ 171,70. O total de desconto foi R$ 36,50. Paguei R$ 135,20. Tudo certo!
Estarrecido olhei em baixo da nota: tributos federais: R$ 33,50. Tributos estaduais: R$ 21,68. Total dos tributos: R$ 55,18.
Mais de um terço dos gastos foi para o governo.
Conclui que é um fato incontestável de como estamos sendo mal governados.
Existe uma incapacidade infinita dos nossos políticos resolverem a nossa desigualdade social. Como o país mais rico do mundo elege dirigentes tão incompetentes?!
Antes de distribuir bolsas ao mais pobres, não seria melhor cortar os impostos sobre a água, a luz, o leite e o pão?! E os medicamentos?!
Porque não oferecer educação maciça em tempo integral no ensino básico!?
Distribuir segurança e justiça ao nosso povo.
Todo nosso dinheiro escapa pelo ralo da má administração e pelos incontáveis e intermináveis escândalos de corrupção e desvios do dinheiro público.
Todo este dinheiro poderia ser aplicado na saúde, na educação, na segurança e na habitação.
Só para citar exemplos recentes, o escândalo de INSS consumiu 8,3 bilhões. No banco Master desapareceram 68 bilhões. Na operação Lava Jato foram desviados 88 bilhões.
O mais impressionante é a nossa capacidade jurídica de absolver todos envolvidos. Ninguém foi preso!
No índice mundial de corrupção (IPC), ocupamos a 107º posição entre 182 países avaliados.
Em medicina, quanto um paciente vive sem claros objetivos, distorção do pensamento, da realidade e confusas emoções nós o classificamos como esquizofrênico.
Hoje devido à banalização da corrupção e a certeza da impunidade estamos claramente enfermos.
Extrapolando para nações, vivemos num país esquizofrênico!
Carlos Roberto Schwartsmann – Médico e Professor universitário
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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O Sr. Tem razão!