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| Cientistas descobrem como fabricar cimento em Marte

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Exploradores do planeta vermelho poderão usar rochas à sua volta para construir um abrigo. Crédito: Reprodução

Olhando para os avanços que entidades como a Nasa (agência espacial americana), a SpaceX e a Blue Origin têm feito na área do transporte espacial, não parece difícil levar humanos até Marte. Mantê-los no planeta nas melhores condições possíveis é que pode ser o grande desafio.

Mas na Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos, um grupo de investigadores encontrou uma fórmula que permite fazer cimento em Marte e com os materiais do próprio planeta.

Como relata a publicação MIT Technology Review, a “receita” é aparentemente simples: aquecer enxofre até aos 240 graus, altura em que assume o estado líquido. Depois, basta misturar “solo” marciano e deixar arrefecer.

Um dado importante é que para fazer cimento marciano não será necessária água, um recurso que existe no planeta e cujas reservas limitadas – pelo menos as que são conhecidas – poderão ser fundamentais para outras atividades.

Os cientistas simularam várias misturas de cimento e já terão encontrado uma que garante os níveis ideais de durabilidade e resistência. Mas o trabalho de desenvolvimento vai continuar.

O MIT recorda que os investigadores já quiseram criar cimento por enxofre na Lua, mas repararam depois que as condições existentes no satélite natural da Terra condicionavam de forma negativa o desempenho do material.

Viagem suspensa.

A Nasa suspendeu o lançamento a Marte da missão InSight, prevista para março de 2016, por problemas com um componente científico chave, informou a agência. O módulo de aterrissagem foi criado para explorar o subsolo da superfície do planeta vermelho, com o objetivo de descobrir como se formaram os planetas rochosos do Sistema Solar. A próxima janela de lançamento favorável para a missão ocorrerá em dois anos.

O componente com problemas é um sismômetro fornecido pelo CNES (Centro Nacional de Estudos Espaciais da França) e que foi projetado para medir movimentos de terra tão pequenos quanto o diâmetro de um átomo. “A decisão sobre os passos a seguir será tomada nos próximos meses, mas uma coisa está clara: a Nasa continua comprometida com as descobertas científicas e a exploração de Marte”, assegurou John Grunsfeld, administrador para as missões científicas da agência.

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