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Política Presidente da Câmara dos Deputados defende Proposta de Emenda à Constituição que limita decisões de ministros do Supremo: texto não muda “autonomia”

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Arthur Lira rebateu o argumento de que a proposta afrontaria o princípio da separação dos Poderes.

Foto: Ag. Câmara
Lira avalia que o governo precisa ser mais ágil para dar encaminhamento a iniciativas legislativas. (Foto: Câmara dos Deputados)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), defendeu em manifestação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) o conteúdo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita as decisões monocráticas de ministros da Corte. De acordo com Lira, o projeto não interfere na “autonomia” do tribunal e tem como objetivo um “aprimoramento”.

A manifestação foi apresentada ao STF como resposta a um mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) para impedir a tramitação do PEC. O relator, ministro Nunes Marques, solicitou a posição da Câmara.

Lira rebateu o argumento de que a proposta afrontaria o princípio da separação dos Poderes. “Não se busca suprimir ou extinguir a função jurisdicional do Supremo Tribunal Federal (STF), tampouco há interferência em sua autonomia como órgão de controle constitucional. Ao contrário, o objetivo primordial da PEC é a racionalização do exercício de medidas cautelares e de decisões monocráticas, conferindo maior previsibilidade e transparência à atuação judicial”, escreveu.

Para o presidente da Câmara, “trata-se, portanto, de um aprimoramento da dinâmica jurisdicional, respeitando os limites constitucionais e preservando a independência funcional do Judiciário”. Lira acrescenta que a PEC “reflete, em grande medida, evoluções regimentais já introduzidas no âmbito da própria Corte”.

Em dezembro de 2022, durante a presidência de Rosa Weber, o Supremo aprovou uma emenda regimental determinando que, em casos de urgência, o relator deve submeter imediatamente sua decisão a referendo. A emenda também estabeleceu o prazo de 90 dias para devolução de pedidos de vista.

A PEC que está sendo questionada no STF já foi aprovada pelo Senado e está em análise na Câmara. O texto estabelece os seguintes pontos:

– proíbe decisões individuais que suspendam a eficácia de leis ou atos dos presidentes da Câmara e do Senado
– permite decisões individuais apenas para a suspensão de eficácia de lei durante o recesso do Judiciário, em casos de grave urgência ou risco de dano irreparável, com prazo de 30 dias para o julgamento colegiado após o fim do recesso;
– determina o prazo de seis meses para o julgamento de ação que peça declaração de inconstitucionalidade de lei, após a decisão cautelar.

A proposta já passou no Senado e foi aprovada há duas semanas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, ao lado de outros projetos que também afetam o STF. Os textos ainda precisam passar por comissões especiais.

Na argumentação enviada ao Supremo, Lira afirma que a “a deliberação pelo Congresso Nacional deve ser considerada legítima, sem que se precipite um controle prematuro de constitucionalidade” — ou seja, uma decisão que interrompesse a tramitação da PEC.

O presidente da Câmara ainda disse que “a proposta reforça o princípio da colegialidade” do STF, por fazer com as análises sobre leis sejam feitas pelo plenário, o que garantiria “um processo decisório mais robusto e democrático”.

Para ministros do STF, há vício de origem na proposta, já que ela não partiu do Judiciário. Eles argumentam também que a Corte já estabeleceu regras em torno das decisões liminares. Na sessão da Corte após a aprovação, o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso, reagiu afirmando que não se pode mexer em “instituições que estão funcionando” em função de “ciclos eleitorais”.

Após a aprovação da PEC na CCJ, Lira havia sinalizado a líderes do Congresso e ao ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, que não pretende pautar no plenário o pacote “anti-STF”. Além dos limites às decisões individuais, o colegiado aprovou propostas que dão poder ao Congresso para derrubar determinações do Supremo que “extrapolem os limites constitucionais” e que facilitam o andamento de pedidos de impeachment de ministros do tribunal.

Sobre as decisões monocráticas, apesar da sinalização de Lira, aliados dele já ponderavam que viam espaço para o tema ser levado a plenário se a pressão da ala bolsonarista da Casa crescesse.

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3 Comentários
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João Souza
23 de outubro de 2024 16:29

Ditadura comunista começa assim, com uns idiotas apoiando o Megaladrão e judiciário cúmplice. Veja a DEMOCRACIA da Venezuela, apoiada pelo Mulaladrão.

Artur Artur
23 de outubro de 2024 14:00

Legislativo , pode aprovar a PEC que quiser….$$$$$tf, vai declarar inconstitucional….e …. vamos descobrir que estamos numa ditadura PLENA…

A CARTILHA É A MESMA:
Supremo Tribunal da Venezuela assume funções do LEGISLATIVO…
Mar 30, 2017 — O legislativo venezuelano está sem seus poderes constitucionalmente estabelecidos…………

Rolando Alvarez
23 de outubro de 2024 20:22

Mas deveria mudar, o STF estrapolou funções, um demente com fantasias de ditador dá as cartas a seu modo e a grande maioria dos colegas numa postura vacuna aceitam e sacramentam as decisões estafúrdias do careca alouprado. Se existem medidas para se evitar um ditador no executivo deve ter a mesma coisa para esta turma inútil, cara e despreparada, o careca não passa no psicoteste de vaga para office boy.

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