Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2016
Em busca de alternativas para enfrentar a sua mais grave crise (que ameaça o governo), neste ano eleitoral o PT aposta em uma guinada na economia. A perspectiva de alta dos juros, porém, tem aumentado a pressão dos petistas sobre a presidenta Dilma Rousseff, por mudanças na política monetária.
Nos bastidores, parlamentares e dirigentes da sigla já pregam a saída do presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini. A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na terça-feira, será uma “prova de fogo” para ele: se a taxa básica de juros (hoje em 14,25%) voltar a subir, o dirigente será considerado pelo PT como uma espécie de “Joaquim Levy”, em alusão ao ministro da Fazenda substituído por Nelson Barbosa em dezembro.
Levy era alvo de críticas dos petistas, sobretudo por parte do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por “só falar em ajuste fiscal” e defender cortes em programas sociais.
Na avaliação da cúpula petista, maiores juros significam mais desemprego e menos renda, combinação explosiva tanto para o partido quanto para o governo de Dilma. O tema promete esquentar a primeira reunião do ano da Executiva Nacional do partido, marcada para o dia 26 deste mês. (AG)
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