Sexta-feira, 31 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 5 de março de 2025
Crime teria ocorrido após ela pedir carona para voltar para casa.
Foto: Divulgação/Polícia MilitarA Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para investigar a acusação contra dois policiais militares de estuprar uma jovem de 20 anos que pegou carona na viatura deles, em Diadema (SP). Segundo o delegado Marcos Gomes de Moura, que investiga o caso, a jovem foi ouvida na noite de terça-feira (4) e teria reiterado que foi abusada pelos dois PMs.
Logo após o depoimento, o delegado decidiu pela abertura da investigação e deve pedir o sigilo de Justiça do caso, para não comprometer a vítima nem o passo a passo do caso. Na noite da segunda-feira (3), os dois policiais militares já tinham sido presos por descumprimento de missão, após abandonarem seus postos de trabalho, em Diadema, sem autorização ou justificativa, para dar carona à jovem até o município de São Paulo.
A ocorrência foi inicialmente registrada pelo tio da vítima. Segundo ele, a jovem abordou os agentes para pedir ajuda durante um bloco de carnaval. Os PMs, então, pediram para que ela entrasse na viatura, dizendo que iriam levá-la para casa.
Segundo a PM, somente o ato de dar carona já classifica transgressão disciplinar. Os policiais não têm autorização para isso. De acordo com a polícia, a moça tem histórico de internação psiquiátrica e já acusou o pai de estupro.
Às 22h27, ela teria enviado um áudio, no qual dizia ter sido abusada e pedia ajuda. Minutos depois, a moça mandou vídeos e fotos de dentro da viatura. Neles, registrou os rostos dos policiais.
Após receber as mídias, o tio perdeu contato com a moça, que só foi localizada horas depois, na UPA Liberdade, sem o aparelho celular. Ela teria sido encaminhada à unidade por um escrivão do 26º Distrito Policial (DP), que afirmou que a jovem estava muito agitada e acionou ajuda.
Os agentes fotografados foram identificados e chamados para prestar esclarecimento. À polícia, eles disseram que a moça teria surtado no interior da viatura. Por essa razão, pediram para que ela saísse do carro, numa área próxima à Rodovia Anchieta. Eles relataram ainda que a moça teria ameaçado fazer uma acusação de estupro e exigido que a levassem para casa.
Ambos os PMs usavam câmera corporal. Contudo, a corporação investiga se eles teriam retirado o equipamento no momento da carona.
Segundo a jovem, os policiais ingeriram bebida alcoólica. Diante disso, ambos foram encaminhados para o Hospital da Polícia Militar, onde fizeram exame para detecção de álcool no sangue. Nesta terça (4), a Justiça converteu a prisão dos agentes em preventiva.
O soldado Leo Felipe Aquino da Silva e o cabo James Santana Gomes, ambos do 24º Batalhão, de Diadema, foram presos em flagrante. Além do crime sexual, ambos respondem por roubo, porque teriam sumido com o celular e pertences da vítima, além de abandono de posto e descumprimento de missão, pelo fato de saírem de sua área de patrulhamento sem autorização e sem motivo justificado. As informações são do portal de notícias g1.
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Perfis contraindicado para lidar com pessoas.
Não parece ter sido estupro. Tudo indica que ela queria fazer um “programa” em troca da carona, e depois resolveu extroquir os policiais. Isso, é claro, não isenta os policicais de responsabilidade. Creio que, sem dúvida, devem ser exonerados imediatamente, sem necessidade de inquérito. Quanto à questão penal, deve ficar com a justiça posteriormente.