Segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de janeiro de 2016
O mistério continua. A fronha com manchas de sangue, que teria sido usada pelo então presidente Getúlio Vargas no dia de seu suicídio, em 24 de agosto de 1954, e que iria a leilão, pode não ser verdadeira. Exame de DNA feito em um laboratório particular a pedido da presidente do Museu da República, Magaly Cabral, que cuida do acervo de Getúlio, acusou sangue feminino na peça de cama.
“Portanto, não é de Getúlio”, afirmou Magaly, por e-mail, sem detalhar qual parente de Getúlio teria cedido material para o exame. Getúlio teria usado um travesseiro para abafar o som do revólver Colt calibre 32, que usou para atirar em seu coração ao se suicidar.
O que pode ser uma relíquia histórica cobiçada por qualquer colecionador foi tirada na última hora do quarto Leilão Comemorativo dos 100 Anos do Mercado de Artes Miguel Salles, em Petrópolis (RJ), por causa de dúvidas sobre sua autenticidade. O próprio Miguel Salles entregou a capa de travesseiro a Magaly para análise.
“A fronha está novamente sob minha guarda. Até meados do mês que vem vou providenciar um novo exame de DNA, com empresa diferente, para confrontar com o que já foi feito. Não se trata de nenhuma desconfiança, mas apenas para não ficar nenhuma dúvida no ar”, adiantou Salles.
A fronha, que iria a leilão em 2015, com lance mínimo de 5 mil reais, pertence à socialite Mariza Martinelli, que mora há 29 anos em Nova York (EUA). Ao anunciar a oferta para o leilão em junho, Mariza garantiu que desde 1972 guarda a sete chaves a fronha, com as iniciais PsR, que seriam alusivas à Presidência da República. Ela diz ter recebido a fronha do amigo e ex-deputado Edmundo Barreto, que era amigo de Getúlio. O presidente se suicidou no seu quarto, no Palácio do Catete, Zona Sul do Rio, que na época era sede do governo federal. (AD)
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