Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de janeiro de 2016
O empresário José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, acusado de participar ativamente no esquema de corrupção na Petrobras, negocia um acordo de delação premiada na Operação Lava-Jato, mas tem encontrado resistência do MPF (Ministério Público Federal). A empresa tenta fechar uma proposta de leniência com a CGU (Controladoria-Geral da União) para não ser impedida de firmar contratos com a administração pública.
O advogado do executivo, Antônio Figueiredo Basto, disse que há chance de uma delação de seu cliente. “O desejo de colaborar sempre é do acusado. É uma ideia dele. Se a colaboração acontecer, é importante para ele, para a companhia e para os demais sócios”, garantiu.
Após Sobrinho depor no processo a que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu responde na Lava-Jato, Basto criticou as penas excessivas às empresas investigadas no escândalo da Petrobras e as dificuldades para fechar acertos de colaboração.
O advogado afirmou que quebrar construtoras não trará benefício ao País. “Até agora, os punidos foram operadores e empresas. Acho que passou dos limites.”
No depoimento à PF (Polícia Federal), Sobrinho afirmou que os contratos entre a Engevix e a Link Projetos eram fraudulentos e visavam repasses ao ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz, mas negou que fossem propina. Disse que eram contribuição a projeto de turbina.
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