Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 27 de março de 2025
Fabiano Leitão trabalhou em gabinetes de parlamentares do PT.
Foto: ReproduçãoUm trompetista tocou a “Marcha Fúnebre” durante uma entrevista coletiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na tarde da quarta-feira (26). Ele também tocou a música “Tá na hora de o Jair já ir embora”, composição que ficou famosa no segundo turno das eleições de 2022 e era cantada pelos adversários do então presidente.
Bolsonaro reuniu a imprensa na portaria do Senado para comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de torná-lo réu por tentativa de golpe de Estado. A coletiva passou também por outros temas.
Em determinado momento, Bolsonaro disse que o coração “doeu” por não poder entrar em contato com Valdemar Costa Neto, presidente do PL, conforme decisão judicial. A música começou. Bolsonaro riu em alguns momentos, mas não se interrompeu nem fez menção ao trompetista.
Depois, o presidente foi questionado sobre o futuro político de seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se afastou do mandato e se mudou para os Estados Unidos.
“É um parlamentar que fala inglês fluentemente, diferentemente do que a imprensa batia no passado, quando cogitei para ser embaixador. Fala espanhol, tem bom relacionamento com vários chefes de Estado do mundo”, respondeu o ex-presidente, enquanto o trompetista alternava as duas músicas.
Após Bolsonaro encerrar a coletiva e ir embora, policiais abordaram o trompetista e pediram para ele parar de tocar. Fabiano argumentou que estava em local público, na calçada em frente à portaria do Senado.
O trompetista é figura conhecida no Congresso. Ele se chama Fabiano Leitão e trabalhou em gabinetes de parlamentares do PT. É comum ele tocar o instrumento em meio a eventos públicos ou acontecimentos relevantes em Brasília.
Dono do perfil ‘TromPetista’ nas redes sociais — uma brincadeira com o nome do instrumento mais a referência ao partido de Lula —, Leitão tem 122 mil seguidores no Instagram, e ganhou prestígio com a militância ao fazer parte da produção de trilhas sonoras de esquerda durante oposição ao governo de Bolsonaro.
Fabiano Leitão já era conhecido após ter rodado o Brasil participando de atos de apoiadores do atual presidente, e também por realizar serenatas ao petista durante o período em que ficou preso em Curitiba. Na cerimônia de posse do terceiro mandato, ele participou da cerimônia subindo a rampa do Planalto entoando músicas famosas durante a campanha de 2022.
Um exemplo é a canção “Lula Lá”, de Hilton Acioli, que repercutiu ao som do trompete de Leitão durante a fase de transição: o músico ficava em frente do Centro Cultural do Banco do Brasil, onde a equipe trabalhava. Ele também tocou o hino antifascista italiano “Bella Ciao” durante uma visita do então presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Leitão tentou a vida política nesta eleição, ao se candidatar como deputado distrital pela coligação Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PC do B e PV. Ele se tornou suplente com 4460 votos.
Em 2021, o trompetista foi preso ao tentar se manifestar tocando o instrumento musical diante do comboio militar que desfilava com tanques em frente ao Palácio do Planalto, na presença de Bolsonaro. Após assinar termo circunstanciado, ele foi liberado.
Além do ex-presidente, outros nomes já foram alvos das músicas de Leitão, como o então presidente da Argentina Mauricio Macri, de centro-direita, que estava em visita ao Brasil, e o ministro do STF Luiz Fux, após suspender as investigações contra Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, ambos em 2019. (O Globo)
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É
Para este jornal da esquerda este fato é relevante . Os qué riem hoje eu não quero ver chorarem sangue amanhã.
GADO, aguardem 72 HS
Quero ver se esse tromPTista vai ter fôlego para tocar marcha fúnebre quando os esquerdalhas começarem a cair.
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O bolsonarismo tem todos os contornos de uma seita, um tipo de agrupamento humano difícil de se penetrar e com forte tendência de veneração a uma figura vista como “divina”. Só que mesmo nas seitas, sempre há algumas ovelhas que percebem algo de estranho e passam a questionar sua presença no rebanho. Num momento de crise absoluta para o ex-presidente, mesmo sendo endeusado, muita gente vem se perguntando até onde se deve manter apoio a uma figura tão errática e bizarra, que mente o tempo todo e que só vive metendo os pés pelas mãos.