Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de janeiro de 2016
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Os supermercados de Porto Alegre tiveram movimento muito acima do habitual na manhã deste domingo. A maior parte dos consumidores, inicialmente, tomou de assalto as prateleiras com água mineral em recipientes de 5 e 10 litros. Depois, foi a vez dos estoques de alimentos e velas.
Nas filas dos caixas, os mesmos comentários: a água será usada também para o banho. O que havia nos refrigeradores de suas casas, estragou e teve de ser posto fora.
Sobre o retorno no fornecimento de energia elétrica, quase nenhuma informação. Os motivos para os que têm o dever de explicar estão sempre na ponta da língua: alguma fibra ótica rompeu, as linhas congestionaram ou “aguardem que avisaremos”. Como se a conta, a cada final de mês não chegasse e cara, bem acima do índice da inflação.
Muitos pretendem agora buscar o ressarcimento dos prejuízos. Poucos vão perseverar, porque a burocracia foi construída para levar à desistência. A certa altura, poderão pedir a certidão de nascimento da parte do gado estocado no freezer, com assinatura reconhecida em cartório.
Alguns, porém, levarão a busca de seus direitos até o final, telefonando, reunindo a papelada, indo ao Procon, à CEEE, à Polícia e ao Judiciário. Perguntarão com insistência: o Código de Defesa de Consumidor existe para ser letra morta?
Por maior que tenha sido a tempestade de sexta-feira, quem presta serviço precisa estar preparado para emergências.
Ano passado, a sonda Rosetta posou em um cometa a 509 milhões de quilômetros de distância da Terra. Não pode ser tão difícil e moroso conectar linhas de energia em uma cidade desenvolvida. Não estamos na idade da pedra.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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