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Política Entenda os possíveis impactos do aumento no número de deputados federais

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Congresso avança com o projeto para que número de parlamentares na Câmara passe de 513 para 531; proposta será analisada pelo Senado Federal

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Os parlamentares ainda podem escolher se desejam deixar o País com ou sem ônus à instituição da qual fazem parte — ou seja, se querem ser reembolsados por todos os gastos existentes na viagem ou não. (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

Nesta semana, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto que visa ampliar o número de parlamentares na Casa Legislativa, de 513 para 531, adicionando mais 18 cadeiras.

O projeto vem na esteira de uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou que o Congresso Nacional revise, até 30 de junho deste ano, o número de parlamentares por estado, com base no censo mais atualizado.

De acordo com a legislação atual, o número de representantes na Câmara dos Deputados varia de oito a 70 por estado, de forma que o número de cadeiras está ligado à quantidade de habitantes.

Especialistas avaliam que o aumento no número de deputados teria impacto tanto político como financeiro. “O Congresso tem aumentado a eleição de deputados mais vinculados a essa agenda conservadora, de pauta mais da direita”, afirma Eduardo Grin, cientista político e professor da Fundação Getulio Vargas, destacando o histórico das últimas eleições gerais.

“Você consolidaria mais ainda a força deles (dos partidos mais à direita e ao centro) em relação a outras forças — nesse caso, de esquerda”, complementa Leonardo Barreto, sócio da consultoria Think Policy.

“Segundo o que a gente pode esperar da distribuição dos estados que vão ganhar mais cadeiras, você pode esperar sim que as forças de centro-direita vão sair mais fortalecidas”, conclui Barreto.

Pelo projeto, nove estados devem receber mais cadeiras na Câmara: Pará (4), Santa Catarina (4), Amazonas (2), Mato Grosso (2), Rio Grande do Norte (2), Ceará (1), Goiás (1), Minas Gerais (1) e Paraná (1).

Em relação à dimensão financeira, um impacto destacado diz respeito ao direcionamento de recursos pelos parlamentares. “É o fato dos deputados terem ainda mais dinheiro para fazer política, dado o fato de que nós vamos possivelmente aumentar o valor das emendas”, pontua Eduardo Grin.

O professor da FGV destaca, porém, que a questão do número de deputados “não é tão significativa” para entender a qualidade da política. “A gente tem países como Estados Unidos, que tem população maior que o Brasil e a Câmara de Deputados é menor do que a nossa; e outros países, como a Espanha, que tem uma representação parlamentar maior que a do Brasil e a população é menor”, argumenta.

“O que importa, nesse caso, é o casuísmo da regra, porque a regra diz que se nós temos 513 deputados que têm que ser distribuídos de acordo com a representação proporcional da sua população. Então, essa regra deveria ser aplicada”, pondera.

Entenda o projeto

O texto aprovado na Câmara é um substitutivo do relator, deputado Damião Feliciano (União-PB), para um projeto da deputada Dani Cunha (União-RJ).

Além do aumento no número de deputados, ele prevê a proibição de que os estados sofram perda da representação obtida na eleição anterior, mas determina que a distribuição seja baseada nos dados de censo demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Após passar por análise dos deputados, a proposta será analisada pelo Senado Federal. Caso não seja sancionada até o prazo estipulado pela Suprema Corte, caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) regulamentar o tema por meio de uma resolução.

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Glaucio Dos Santos Brum
11 de maio de 2025 11:49

Não dá nada, pois o povo é quem irá pagar a conta, assim como as viagens a turismo, a verba parlamentar, o escândalo do INSS, etc. Basta criar mais um impostozinho que tudo fica bem e o brasileiro feliz.

Vanderlei Ochoa
11 de maio de 2025 13:34

Deputados fazem jornada 3×4. 3 dia de trabalho (quando vão) e4 de folga. Mordomias que nem o rei da Inglaterra tem. E ainda a grande maioria só na politicagem . Trabalhar pelo povo, que é bom, Necas de pitibiriba.

Fernando Krause
11 de maio de 2025 14:12

Burro é quem sabe e continua votando e elegendo este tipo de políticos!
O PIOR EXEMPLO vem da Praça dos Três Poderes, onde quadrilhas de colarinho branco se unem para receber mordomias e ainda roubar os cofres públicos!

João Fernando Zacher
11 de maio de 2025 23:57

Isso quem deveria decidir é o POVO e não essa gang que quer colocar mais cupinxas para comerem nossos impostos. Deveria haver um plebiscito….. O impacto todos conhecemos. Se com 513 deputados não resolvem nada a favor do povo. Só votam coisas que interessam a eles e aos partidos. Mais 18 então só vai arrombar mais o bolso dos contribuintes. Serão mais salários altíssimos, aluguel de apartamento mobiliado, carro zero, secretários assessores e assistentes, gasolina, auxílio Paletó, alimetação e verbas parlamentares, roubadas é claro, do povão … (esses absurdos que só no Brasil, existe). E o povo !… Quando exige… Leia mais »

Glaucio Dos Santos Brum
12 de maio de 2025 09:21

Nem adianta dizer coisa alguma. Não somos mais uma democracia, logo, irá valer a decisão que eles tomarem, queira o povo ou não.

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