Terça-feira, 17 de março de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Estresse, ansiedade e pânico: saúde mental de imigrantes ilegais nos EUA é comparada à de sobreviventes do 11 de Setembro

Compartilhe esta notícia:

Trump classificou a medida como necessária para proteger a segurança nacional. (Foto: Reprodução)

A colombiana Sindy Estrada sai de casa o mínimo necessário e seu filho de 16 anos parou de encontrar os amigos fora da escola: o medo e o estresse dominam a família, que contesta uma ordem de deportação no tribunal. Segundo especialistas, a investida anti-imigração de Donald Trump causa problemas de saúde mental entre os migrantes como não se via desde os atentados de 11 de setembro de 2001.

O presidente prometeu a maior deportação de imigrantes sem documentos da história dos Estados Unidos (cerca de 11 milhões, segundo estimativas). Trump se refere a eles como “criminosos” por terem entrado no país sem visto ou permissão. Além disso, foram revogadas centenas de milhares de licenças temporárias de permanência nos EUA.

Em entrevista à AFP, Sindy afirmou que a ordem de deportação que solicitou que ela e sua família saíssem do país em 30 de abril “causou uma ruptura emocional: estresse, depressão, ansiedade e pânico”. A mulher saiu da Colômbia há 3 anos por ser vítima de extorsão na empresa de seu marido e da insegurança.

“Tenho medo de voltar à Colômbia (e) enfrentar (aquilo) que me fez sair de lá”, afirmou a Sindy em seu apartamento em Nova Jersey.

A mulher tem um filho de 16 anos que “começou a roer as unhas, perder o sono e rendimento escolar”. Ela afirma que na escola perguntaram a ele “o que vai acontecer, se vai ficar ou não”. Já seu marido utiliza tornozeleira eletrônica para ser monitorado 24 horas e acredita que “querem monitorá-la” também.

Semelhança

A investida de Donald Trump contra a imigração tem base legal frágil, e inclui incursões, prisões arbitrárias, deportações sem o devido processo para uma prisão de segurança máxima em El Salvador, e deportação de cidadãos americanos com pais sem documentos.

Na semana passada, o presidente republicano ofereceu US$ 1.000 (R$ 5,6 mil) para aqueles que se alistassem no programa de retorno voluntário. Ainda que os agentes da Polícia de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) digam priorizar a detenção de migrantes com antecedentes criminais, apenas uma pequena parte dos deportados entra nesta carta, segundo a mídia americana.

A presença de agentes do ICE em bairros ou linhas de metrô frequentadas por imigrantes, em particular latinos, dispara o medo. De acordo com Juan Carlos Dumas, consultor de saúde mental do Departamento de Serviços de Saúde da Prefeitura de Nova York, a “incerteza, temor e angústia” que a comunidade migrante está vivendo é “semelhante aos sofridos nos atendidos do 11 de Setembro”.

Ele também afirma que a situação aumentou o consumo de álcool, drogas, tabaco e os conflitos familiares. Juan Carlos acredita que a angústia tem que ser depositada em algum lado e observa também o crescimento na prática da automutilação.

“Os mais afetados são os imigrantes sem documentos que há muitos anos construíram sua vida nos EUA. Para estes, a perspectiva de deixar o país é absolutamente traumática”, assegura o consultor, que destaca o momento preocupante: “Cada um trata de resolver (o medo) como pode. Não víamos algo assim há muitos, muitos anos.”

Serviços 

O especialista demonstra preocupação quanto à saúde mental dos imigrantes e pede que, apesar da situação, ninguém “desista e se dê por vencido” e que sigam com seus trabalhos. Ele reforça também que em Nova York há “numerosos serviços de saúde mental” e “uma boa quantidade de pessoas envolvidas, como assistentes sociais, psicólogos e terapeutas para fornecer consolo e relaxamento dentro do possível”.

“O que se constrói com anos de esforço (…) pode ser destruído em um dia”, alerta Juan Carlos Dumas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Estados Unidos aprovam 1º exame de sangue para Alzheimer
Robô resolve cubo mágico em tempo recorde nos Estados Unidos
Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Pode te interessar