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Economia Novo desgaste: aumento do IOF, seguido de recuo parcial, gera novo atrito dentro do governo

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Figuras-chave no governo, Haddad e Sidônio Palmeira devem focar na campanha à reeleição de Lula. (Foto: Reprodução Breno) Brenno Carvalho/Agência O Globo

Analistas e gestores de bancos, que já não haviam reagido bem ao detalhamento sobre a nova projeção de déficit nas contas públicas para o ano, entendiam que a medida que aumentou o IOF era um despropósito. Pegou especialmente mal a decisão da aplicar imposto sobre remessas de fundos de investimentos ao exterior.

Uma ala do Palácio do Planalto considerou equivocada a estratégia da Fazenda de anunciar um aumento nas alíquotas do IOF ao mesmo tempo em que divulgou bloqueios para 2025. No mesmo dia, houve um anúncio da contenção de R$ 31 bilhões em despesas do Orçamento, o que deveria ser uma boa notícia para os investidores. A Fazenda, no entanto, argumenta que os anúncios tinham que ser concomitantes para fechar as contas, ou então o contingenciamento do Orçamento teria que ser maior.

Essa não foi a primeira crise interna envolvendo anúncios — e recuos— da Fazenda. Durante o terceiro mandato de Lula, a taxação de 20% sobre produtos importados de até 50 dólares, a chamada “taxa das blusinhas”, gerou uma crise na comunicação do governo e impulsionou memes sobre o ministro, apelidado de “Taxad” por críticos. O episódio foi marcado pelo vaivém de anúncios, com críticas internas à política.

Já a regra da Receita Federal que ampliava a fiscalização financeira sobre movimentações via Pix foi revogada por determinação de Lula após uma campanha intensa da oposição.

Controle de danos

Segundo fontes, Sidônio reclamou com interlocutores do governo que há uma determinação de Lula sobre anúncios de medidas importantes: todas têm que ser conversadas antes com a Secom com o objetivo de montar uma estratégia de comunicação adequada. Se isso não acontece, sobra ao marqueteiro da campanha de Lula em 2022 a função de “apagar incêndios”.

A interlocutores, Haddad tem dito que sua obrigação foi cumprida ao apresentar antes a medida a Lula. A Secom, segundo ele, também ciente da medida, deveria ter analisado como achasse melhor e procurado o diálogo.

O governo publicou na sexta-feira um decreto que mantém em zero a alíquota do IOF sobre aplicação de investimentos de fundos nacionais no exterior. O texto original da medida previa uma alta de 3,5%.

Além do mal-estar no mercado, a reação contrária nas redes sociais ao anúncio feito na quinta-feira também pesou na antecipação do comunicado de que parte do decreto seria revogado horas depois.

O pico de menções em assuntos econômicos no governo Lula ocorreu no primeiro mês de 2025, quando houve a discussão sobre a fiscalização do Pix. No dia 15 de janeiro, foram contabilizadas 261,1 mil postagens nas redes sobre o tema. O volume de posts sobre o IOF se aproximou, no entanto, do registrado em temas tributários, como quando houve isenção de tarifas de alimentos, em 7 de março (85,2 mil menções) ou em 18 de março, quando o governo confirmou a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês (93,9 mil menções).

Bolsonaro critica

Jair Bolsonaro e seus aliados exploraram o assunto nas redes. O ex-presidente ressaltou que baixou um decreto em março de 2022 que zerava a alíquota do IOF ligada ao câmbio até 2028.

“Infelizmente, o atual governo, em sua ânsia por elevar a arrecadação, reverteu essa política e anunciou um aumento generalizado nas alíquotas do IOF câmbio”, escreveu. Ele disse, em seguida, que o anúncio seria um desestímulo a investimentos e relatou que está em conversas com lideranças do PL para avaliar a possibilidade de “barrar mais esse aumento de impostos promovido pelo governo Lula”.

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descreveu a medida como “efeito direto do caos fiscal e da agenda econômica bizarra da extrema-esquerda”. “Pelo menos fica a lição: nunca acredite em um lulopetista”, escreveu. O parlamentar também republicou posts sobre o aumento no dólar, que abriu a sexta-feira cotado a R$ 5,71, e que se referiam a Haddad como “Taxad”.

O senador Sergio Moro (União-PR) também criticou o governo ao repostar o anúncio feito pela conta oficial do Ministério da Fazenda no X. “Estamos na República do improviso e parece que não tem ninguém responsável no governo Lula”, comentou.

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Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
31 de maio de 2025 23:15

O governo Lula, precisa de dinheiro, para fechar as contas. Não precisa de aumentar o IOF, é bastante cancalar o pagamento das

Wilson Rodrigues Luz Rodrigues
31 de maio de 2025 23:23

O governo LULA, precisa de dinheiro, paraq fechar as contas do orçamento do governo. Não é necessário aumentar o IOF, é fácil de resolver esse impasse todo. É bastante cancelar o pagamento das EMENDAS PARLAMENTARES, entre outas palavra, é bastante acabar com o dinheiro das Emendas Palarmentares, ou seja não pagar mais essas emendas palarmentares dos Deputados. Fazendo isso, não precisa aumentar o IOF. Portanto, dessa forma fica resolvido tudo. As emendas Palarmentares é uma farra com o dinheiro público, para financiar campanhas políticas dos deputados do Congresso brasileiro. Em outras palavras é uma verdadeira CORRUPÇÃO.COM DINHEIRO PÚBLICO.

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