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Mundo Líder iraniano dado como morto por Israel aparece vivo em imagens de Teerã

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Ali Shamkhani, o braço direito do líder supremo do Irã, o aiatolá Khamenei, apareceu no último sábado (28) em um evento em Teerã. (Foto: Reprodução)

Ali Shamkhani, o braço direito do líder supremo do Irã, o aiatolá Khamenei, apareceu no último sábado (28) em um evento em Teerã, segundo a agência estatal de notícias iraniana MEHR. Ele foi dado como morto por Israel há duas semanas, após ataques de Tel-Aviv ao território iraniano.

A Imprensa estatal divulgou imagem de Shamkhani em cerimônia fúnebre para vítimas iranianas. O evento ocorreu neste sábado e homenageou mais de 60 iranianos mortos durante o conflito mais recente entre Israel e o país, que iniciou no dia 12 de junho, após um ataque de Tel-Aviv.

O evento recebeu outros líderes iranianos. O presidente Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, também compareceram. A solenidade foi uma demonstração de união da nação iraniana “apesar de seus diferentes pontos de vista políticos”, segundo a MEHR.

Israel anunciou a morte de Shamkhani no dia 14 de junho. A informação era de que o braço direito do aiatolá Khamenei havia morrido em um hospital após o primeiro bombardeio israelense ao Irã, na madrugada do dia 12 para 13.

Shamkhani teria ficado gravemente ferido no ataque. De acordo com a MEHR, no entanto, ele “foi imediatamente transferido para um hospital, onde recebeu tratamento médico 24 horas por dia para ajudá-lo a se recuperar dos ferimentos que ameaçavam sua vida”.

No último dia 21, uma mensagem atribuída a Shamkhani foi enviada ao Líder da Revolução Islâmica. No texto, divulgado pela agência estatal Nour News, ele dizia que o “amanhecer da vitória” estava próximo e negava sua morte.

O amanhecer da vitória está próximo. O nome do Irã brilhará intensamente nos anais da história, como sempre, e os sorrisos dos mártires refletirão o nosso futuro.

Shamkhani é uma figura importante internamente. Ele é um político de alta patente militar admirado em seu país: uma das suas principais funções era representar o Irã em negociações de reaproximação com a Arábia Saudita. A autoridade iraniana mediou o conflito com o país por uma década, com o apoio de lideranças chinesas.

Sanções

Em outra frente, uma autoridade do Irã afirmou nessa segunda-feira (30) que o vaivém do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação às sanções contra Teerã são uma tática que não visa resolver os problemas entre os dois países.

“Essas declarações devem ser vistas mais no contexto de jogos psicológicos e midiáticos do que como uma expressão séria a favor do diálogo ou da resolução de problemas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, em uma entrevista coletiva.

Na última sexta-feira (27), o republicano disse ter desistido dos planos para suspender sanções contra o Irã após o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, afirmar que Teerã “deu um tapa na cara dos EUA” ao lançar um ataque contra uma importante base americana no Qatar.

Dois dias antes, Trump havia sinalizado um possível relaxamento nas sanções para a nação persa se reerguer após os bombardeios americanos do fim de semana anterior. “Eles vão precisar de dinheiro para colocar aquele país de volta em forma. Queremos ver isso acontecer”, disse em uma entrevista coletiva na Holanda, onde participava da cúpula da Otan, a aliança militar que Washington lidera.

 

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