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Geral Após chegada ao Brasil, nova autópsia no corpo de Juliana Marins deve ser feita na manhã desta quarta-feira

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O corpo de Juliana Marins chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h10min dessa terça-feira. (Foto: Reprodução)

O corpo de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que morreu durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, chegou ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por volta das 17h10min dessa terça-feira (1°), segundo informou a Emirates. A Força Aérea Brasileira (FAB) fez o translado do corpo de São Paulo ao Rio de Janeiro no início da noite. O corpo da jovem deverá ser periciado na manhã desta quarta-feira (2).

Os exames serão feitos no Instituto Médico Legal Afrânio Peixoto (IMLAP), com a presença de representante da família e de um perito da Polícia Federal, após determinação da Justiça Federal.

A família solicitou uma nova autópsia com o objetivo de confirmar o horário da morte e investigar se houve omissão no socorro prestado pelas autoridades indonésias. O pedido, feito pela Defensoria Pública da União (DPU), foi encaminhado à Justiça Federal. A decisão foi proferida em audiência realizada nessa terça pela 7ª Vara Federal de Niterói.

Um acordo entre a Advocacia-Geral da União (AGU), a Defensoria Pública da União (DPU) e o governo estadual do Rio de Janeiro, prevê que a nova autópsia aconteça na manhã desta quarta-feira, no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto.

“A certidão de óbito emitida pela Embaixada do Brasil, em Jacarta, se baseou em autópsia realizada pelas autoridades indonésias, mas não trouxe informações conclusivas sobre o momento exato do falecimento”, diz a nota da Defensoria Pública da União (DPU).

Segundo a defensora Taísa Bittencourt, a realização do novo exame é fundamental para preservar elementos que possam esclarecer os fatos.

Na segunda-feira, a família de Juliana Marins pediu, com a ajuda da Defensoria Pública da União (DPU-RJ), e da prefeitura de Niterói, uma nova autópsia do corpo da brasileira, para confirmação da data e horário da morte. A nova perícia tem objetido de apurar se houve omissão na prestação de socorro pelas autoridades indonésias.

“Com auxílio da GGIM da Prefeitura de Niterói, acionamos a Defensoria Pública da União (DPU-RJ), que imediatamente fez o pedido na Justiça Federal solicitando uma nova autópsia no caso da minha irmã, Juliana Marins. Acreditamos no Judiciário Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”, disse a irmã de Juliana, Mariana Marins, ao jornal O Globo.

Ainda na segunda, a Defensoria Pública da União (DPU) confirmou que protocolou petição junto à Justiça Federal solicitando a realização de nova perícia médico-legal no corpo de Juliana Marins, em até seis horas a partir do desembarque do corpo em território brasileiro. O pedido foi apresentado durante o plantão judicial no domingo (29).

Por sorteio, ainda na segunda-feira, a 7ª Vara Federal de Niterói foi a escolhida para decidir, nessa terça-feira, em uma audiência marcada para as 15h. A audiência, de acordo com a Justiça Federal, foi convocada para discutir como viabilizar o pedido feito pela DPU.

Mariana afirma ainda que a família não queria adiar por mais tempo a despedida de Juliana Marins; no entanto, as desconfianças geradas pela negligência no resgate levaram os parentes a exigirem nova autópsia, com o intuito de compreender o que aconteceu com a publicitária.

“A gente não tem certeza de muita coisa, porque foram muitos descasos. Não queríamos dar mais esse passo, mas infelizmente entendemos ser necessário para sabermos o que realmente aconteceu com a Juliana”, afirma Mariana. As informações são do jornal O Globo.

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