Segunda-feira, 21 de julho de 2025
Por Redação O Sul | 20 de julho de 2025
Velório acontecerá na cidade de São Paulo na tarde deste domingo
Foto: ReproduçãoMorreu na madrugada desse domingo (20), em São Paulo, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin, aos 93 anos. A informação foi confirmada por familiares. Marin estava internado no hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, e a causa da morte não foi divulgada.
Figura conhecida no futebol e na política, Marin teve uma trajetória marcada por altos cargos e também por episódios controversos. Advogado de formação, começou a carreira pública como vereador e deputado estadual por São Paulo nas décadas de 1960 e 1970.
Durante o regime militar, chegou ao posto de vice-governador do Estado, na gestão de Paulo Maluf. Em 1982, assumiu interinamente o governo paulista quando Maluf se licenciou para disputar eleições. À época, os governadores eram eleitos de forma indireta, por colégios eleitorais controlados por aliados do regime militar.
Junto com a atuação política, Marin se destacou como dirigente esportivo. Presidiu a Federação Paulista de Futebol (FPF) entre 1982 e 1988 e liderou a delegação da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1986, no México. Chegou à presidência da CBF em 2012, após a renúncia de Ricardo Teixeira, e permaneceu no cargo até 2015, quando foi sucedido por Marco Polo Del Nero.
Foi durante sua gestão que foi inaugurada, em 2014, a nova sede da CBF, localizada no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O edifício foi batizado com seu nome na fachada. O nome foi removido ainda na gestão de Del Nero, em meio à repercussão negativa das investigações de corrupção que abalaram o futebol mundial. Mais tarde, na presidência de Rogério Caboclo, também foi retirada a placa com a dedicatória do interior do prédio. Atualmente, a sede exibe apenas o título “Casa do Futebol Brasileiro”.
Controvérsias
Em 2015, Marin foi preso na Suíça em uma operação conduzida pelo FBI, no escândalo de corrupção que atingiu a FIFA e diversas federações esportivas internacionais. Ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde foi julgado e condenado. Permaneceu em cárcere até ser solto em 2020, no contexto da pandemia de covid, e retornou ao Brasil. Em 2023, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).
Outro episódio polêmico aconteceu em janeiro de 2012, durante a cerimônia de premiação da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na ocasião, Marin foi flagrado colocando no bolso uma das medalhas destinadas aos jogadores campeões do Corinthians. A imagem gerou repercussão nas redes sociais e entre torcedores.
A Federação Paulista de Futebol afirmou, à época, que a medalha havia sido reservada como cortesia para Marin. No entanto, um dos goleiros do time campeão, Matheus Caldeira, terminou a cerimônia sem receber a premiação. Somente no vestuário ele recebeu a medalha. (Com informações do portal Terra)