Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de agosto de 2025
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não receberam nada bem os recados de que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teria trabalhado para excluir o presidente da corte, Luís Roberto Barroso, e seu decano, Gilmar Mendes, das sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos a Alexandre de Moraes, por meio da Lei Magnitsky.
Na avaliação da maioria dos magistrados, ao afirmar que fez esse trabalho para “dar mais tempo” para Gilmar e Barroso repensarem suas posições, Eduardo dobrou a aposta nas ameaças contra o STF.
Entre as condições colocadas como inegociáveis pelo deputado federal para que Barroso e Gilmar não apareçam em novas sanções dos EUA estão a anistia irrestrita a Jair Bolsonaro e seus aliados e a saída de Alexandre de Moraes do STF. Os dois pontos são completamente descartados pelos ministros da corte, em especial, o afastamento de um magistrado.
Em nota publicada na noite de quarta-feira (30), o STF reagiu às sanções impostas a Moraes pela gestão Donald Trump e destacou que “não se desviará de cumprir a Constituição”. Sobre o processo da trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro, o tribunal afirmou que “foram encontrados indícios graves da prática dos referidos crimes, inclusive de um plano que previa o assassinato de autoridades públicas”.
Se a intenção de interlocutores de Jair e Eduardo Bolsonaro junto ao STF era baixar a fervura com o “gesto”, o tiro saiu pela culatra.
Membros do PL que buscam fazer a ponte com o tribunal admitem que o plano fracassou. A tentativa de isolar Moraes dos colegas e distensionar a relação com os demais magistrados naufragou e o que se viu foi uma união ainda maior dos ministros. Além disso, aumentou o receio de que Jair Bolsonaro possa amargar penas maiores nas ações que o envolvem.
Agradecimento
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) divulgou um vídeo na tarde de quarta-feira (30) em que agradece ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pela adoção de sanções contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. No entanto, o parlamentar destaca que “existem várias outras batalhas adiante”, indicando que considera essa medida apenas um passo dentro de uma agenda política mais ampla.
Na gravação, Eduardo afirma que sua recente viagem aos Estados Unidos teve como principal objetivo articular tais sanções, e declarou ter a “sensação de missão cumprida” com a decisão anunciada. Segundo ele, o movimento representa um importante gesto de apoio internacional à sua causa, que vem sendo reiteradamente promovida por ele e por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu queria aqui agradecer ao presidente Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e a todas as autoridades do Executivo e do Legislativo que se envolveram diretamente nesta tomada de decisão”, declarou o deputado em seu vídeo. Em tom enfático, acrescentou que essas autoridades tiveram “a sensibilidade de olhar para o Brasil e entender as diversas violações de direitos humanos em curso”, embora não tenha detalhado quais seriam essas supostas violações. As informações são dos jornais O Globo e Folha de S.Paulo.
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