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Rio Grande do Sul Mulher é condenada em Rio Grande a mais de 20 anos de cadeia como mandante da morte do pai

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Vítima foi executada a tiros em sua cama quando dormia sob efeito de sedativos. (Foto: Freepik)

O planejamento da morte do próprio pai levou uma mulher a sentença de 21 anos de prisão, na cidade gaúcha de Rio Grande (Litoral Sul), após julgamento realizado nesta semana. Já outros dois homens receberam penas de 16 anos por atuarem respectivamente como executor e intermediário no crime, cometido em 31 de dezembro de 2021.

Na acusação formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) consta que a vítima foi assassinada a tiros enquanto dormia sob efeito de sedativos dentro de casa, na localidade conhecida como Povo Novo. A filha abriu o portão para ao menos dois criminosos, que executaram o proprietário do imóvel em menos de 1 minuto e fugiram do local.

Um integrante da dupla apontada como autora do homicídio foi absolvido, fato que desagradou aos promotores de Justiça Leonardo Giron e Lúcia Helena Callegari (integrante do Núcleo de Apoio ao Júri do MPRS), atuantes no tribunal. Eles avaliam a possibilidade de recurso, inclusive para aumentar as pena dos condenados.

Instrutor de autoescola

Em Santa Cruz do Sul (Vale do Rio Pardo), um homem foi sentenciado à prisão pela morte do instrutor de um Centro de Formação de Condutores (CFC, antigamente conhecido como “autoescola”) Rostem Luiz dos Santos. O Ministério Público não detalhou o tempo de cadeia estipulado ao réu, que já estava preso ao ser submetido a júri popular.

O crime foi cometido em 29 de agosto de 2024 – exatamente um ano atrás. Conforme o processo, a vítima ministrava uma aula de direção quando foi executada a tiros pelo criminoso pelo indivíduo, seu ex-aluno, por ciúme em relação a sua então companheira, que também havia frequentado o CFC.

As qualificadoras (agravantes) do homicídio foram consideradas na condenação. Isso inclui motivo torpe e uso de recurso que dificultaram a defesa da vítima (surpresa e dissimulação).

“Os jurados acolheram integralmente os pedidos do Ministério Público, trazendo um alento à família da vítima e colaborando para a segurança pública local”, declarou o promotor Gustavo Burgos, responsável pela acuasação e que atuou no plenário.

Agente penitenciário

Nessa sexta-feira (29), dois ex-policiais penais receberam penas de 16 anos de cadeia como mandantes do assassinato de um colega, em 14 de junho de 2008, na Zona Norte de Porto Alegre. Um terceiro réu, que trabalhava como segurança, foi absolvido. O crime envolveu queima-de-arquivo.

William Mansur Tadrous de Souza, 39 anos, foi executado a tiros porque sabia do envolvimento da dupla em atos ilícitos dentro e fora do sistema prisional, incluindo corrupção, concussão, peculato e até mesmo assaltos.

O agente da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) retornava a pé de um jantar quando foi abordado por um desconhecido em frente ao prédio onde morava, no bairro Cristo Redentor. Ele recebeu um tiro na perna esquerda, caiu e sacou sua arma para revidar, mas acabou baleado também no olho e faleceu após três dias em uma unidade de terapia intensiva (UTI). Os envolvidos foram presos em 2013.

A acusação foi conduzida no plenário pelos promotores Vinicius de Melo Lima e Eugênio Paes Amorim. Este último declarou: “O Ministério Público está satisfeito com as condenações, que marcam uma resposta contra a criminalidade miliciana, ainda incipiente no Rio Grande do Sul e que não pode se desenvolver.”

O promotor Vinicius de Melo Lima também reforçou a importância da decisão: “Trata-se de um avanço no combate à corrupção e à violência institucional”.

(Marcello Campos)

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