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Política Lula cobra o PT e pede que projetos pessoais sejam deixados de lado em nome de alianças competitivas

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Presidente afirma que partido e aliados do governo precisam eleger maioria no Senado, nas eleições de 2026. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou maturidade política de ministros do PT para que projetos pessoais sejam deixados de lado em nome da formação de alianças eleitorais competitivas, em 2026. Em reunião realizada na noite de quinta-feira (28), no Palácio da Alvorada, Lula disse que o PT e seus aliados precisam eleger maioria no Senado, no ano que vem, se não quiserem que a Casa de Salão Azul seja controlada por discípulos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Lula convidou ministros, líderes do PT no Congresso e o novo presidente do partido, Edinho Silva, para uma conversa reservada, com o objetivo de discutir as estratégias do governo na Câmara e no Senado e as eleições do ano que vem. Em 2026, o Senado vai renovar 54 de suas 81 cadeiras e pesquisas mostram que aliados de Bolsonaro aparecem mais bem posicionados no jogo.

O cenário atormenta o Palácio do Planalto. Ministros que estavam na reunião interpretaram as afirmações de Lula sobre a necessidade de montar chapas competitivas na disputa pelo Senado como um recado para o titular da Fazenda, Fernando Haddad. Candidato a novo mandato, o presidente precisa de palanques fortes, sobretudo em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais.

Até agora, Haddad não planeja deixar o cargo para ser candidato. Pelas contas do governo, aproximadamente 20 dos 38 ministros devem sair em abril do ano que vem para tentar vagas no Congresso e até em governos estaduais.

Ao falar sobre o momento político, Lula não previu surpresas no julgamento de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que começa na próxima terça-feira (2). A expectativa é de que ele seja condenado por tentativa de golpe e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A reunião com ministros e líderes do PT ocorreu após uma rodada de encontros do presidente com representantes de outros partidos que compõem o governo. Nas últimas semanas, Lula recebeu ministros e dirigentes do Republicanos, União Brasil, PSD, MDB e PSB.

Na conversa com petistas, Lula avisou que continuará a cobrar fidelidade de seus aliados, como fez na reunião ministerial de terça-feira, 26, quando mostrou indignação com o fato de ministros do PP e do União Brasil não defenderem o governo das críticas.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), engrossou o coro dos que deram estocadas no Planalto naquela ocasião. Tarcísio tem sido apontado pelo Centrão como possível adversário de Lula nas eleições de 2026.

Durante a reunião, o presidente elogiou a operação da Polícia Federal – batizada de Carbono Oculto – que na quinta-feira desmantelou um esquema  bilionário de lavagem de dinheiro em postos de combustíveis, com o uso de fintechs.

O governo avalia que o resultado do trabalho conjunto vai impulsionar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança, parada no Congresso.

A preocupação de Lula, agora, é com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aberta para investigar os desvios de aposentadorias do INSS. O presidente até hoje não se conforma com o fato de o governo ter perdido a presidência e a relatoria da CPMI. Para Lula, o Planalto só levou essa rasteira porque os articuladores políticos do PT dormiram no ponto. (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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