Sábado, 06 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política “Bolsonaro praticou os crimes imputados a ele na condição de líder da organização criminosa”, sustenta a ministra Carmén Lúcia durante o seu voto

Compartilhe esta notícia:

A ministra afirmou que a investigação reuniu provas suficientes para comprovar a tentativa de ruptura institucional.

Foto: Victor Piemonte/STF
A ministra afirmou que a investigação reuniu provas suficientes para comprovar a tentativa de ruptura institucional. (Foto: Victor Piemonte/STF)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e os outros sete réus da trama golpista por organização criminosa, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração do patrimônio tombado, o que forma maioria para a punição dos réus por esses crimes.

“Jair Messias Bolsonaro praticou os crimes imputados a ele na condição de líder da organização criminosa”, disse Cármen.

“Houve cooptação de comandos (das Forças Armadas) para a instituição de medidas antidemocráticas, ficou devidamente demonstrado isso.

A ministra afirmou que a investigação reuniu provas suficientes para comprovar a tentativa de ruptura institucional:

“A Procuradoria fez prova cabal de que grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras-chaves do governo, das Forças Armadas e órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais Poderes Constitucionais constitucionais, especialmente o Judiciário”, continuou.

Segundo a ministra, Bolsonaro foi o “causador” de toda a trama:

“Diferente do alegado, ele não foi tragado para o cenário das insurgências. Ele é o causador, o líder da organização que promovia toda, que se movia de todas as formas com articulação alinhada para que se chegasse ao que se chegasse ao objetivo da manutenção ou ou tomada do poder”, elencou.

“Há um acervo enorme de provas a indicar os planos de tomada do poder pela ruptura institucional ou pela permanência forçada. Não ficou no mundo das ideias”, afirmou Cármen.

Lista de réus

– Jair Bolsonaro;
– Braga Netto;
– Anderson Torres;
– Augusto Heleno;
– Alexandre Ramagem;
– Almir Garnier;
– Paulo Sérgio Nogueira;
– Mauro Cid.

A ministra afirmou que os atos de 8 de janeiro não foram “banais” e votou para rejeitar as preliminares de suspeição do ministro Alexandre de Moraes, cerceamento do direito de defesa e falta de atribuição da Corte para julgar a ação e de nulidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, formando maioria nesses tópicos.

“O núcleo da acusação feita nesta ação diz sobre a tentativa de golpe de Estado e a tentativa de abolição do estado democrático de direito.Os fatos que são descritos desde a denúncia não foram negados na sua essência”, disse Cármen, acrescentando em seguida.

“Não se tem imunidade absoluta contra o vírus do autoritarismo, que se insinua insidioso, destilando o seu veneno, a contaminar a liberdade e direitos humanos”.

Mais antiga ministra da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia foi a quarta a votar, após a divergência aberta pelo ministro Luiz Fux, que levou o placar a 2 a 1 a favor da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

4 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Glaucio Dos Santos Brum
12 de setembro de 2025 00:16

Para alguém que nem ao menos acompanhou de perto o processo, tampouco pediu vistas quando deveria, nada mais fácil do que seguir o voto do relator rancoroso e por fim a tudo isso. Afinal, o poder precisa se perpetuar como está.

Jorge Bressan
12 de setembro de 2025 00:37

A tia fez o legitimo copia e cola .kkkkk

Getulio S. Dias Academico
12 de setembro de 2025 00:46

A ministra Carmem Lúcia mostra o quanto é hábil em suas decisões.

Glaucio Dos Santos Brum
12 de setembro de 2025 10:58

O supremo mostrou o quanto grande parte do povo é submisso, ignorante por opção e indiferente aos absurdos que ocorrem no Brasil. É tudo pão e circo, onde quem aplaude são os que são feitos de palhaços diariamente.

Bolsonaro pode ser preso imediatamente? Entenda os próximos passos após maioria por condenação no Supremo
Após Fux votar pela absolvição de Bolsonaro, Alexandre de Moraes mostra vídeo de Bolsonaro com ataque ao ministro
Pode te interessar
4
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x