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Política Família Bolsonaro: Flávio diverge de Eduardo e monta estratégia para enfrentar o projeto de redução de penas

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O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teve o mandato cassado e é réu no STF. (Foto: Reprodução)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contrariou a posição do próprio irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e disse, nesta terça-feira, 30, que irá fazer “emendas” ao texto para garantir que o projeto de lei da anistia aos presos do 8 de Janeiro não se limite a uma redução de penas.

Na terça-feira, 29, Eduardo conclamou apoiadores a pedirem a deputados para não apoiarem a proposta que inclua apenas penas menores para os condenados.

“Os deputados que defenderem a estratégia de lutar pelos destaques a fim de se alcançar a anistia estão mentindo pra você ou, ao menos, na melhor das hipóteses, mordendo a isca dos opositores da anistia, porque nós não teremos votos para aprovar os destaques”, afirmou Eduardo. “Você só analisa o destaque se tiver aprovado o texto base da dosimetria.”

Nesta terça-feira, 30, Flávio seguiu caminho contrário. “Acho que a gente tem de qualquer forma fazer andar esse processo. A gente vai usar os recursos regimentais para fazer as emendas para que a gente possa trazer um texto que nos atenda”, disse. “A maioria decide o que é melhor.”

O destaque é um procedimento utilizado na fase de votação e que permite a votação em separado para se emendar o texto. Esse recurso permite tanto incluir como suprimir trechos de um projeto.

A frase d Flávio Bolsonaro foi dita após encontro com o relator do projeto de lei da anistia, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Na reunião, que durou quase uma hora, Flávio falou a Paulinho da situação de saúde do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Paulinho tentou convencer Flávio do seu texto de anistia, que se limita a reduzir penas dos presos sob acusação de envolvimento no 8 de Janeiro.

No fim, nenhum dos dois mudou a posição. “Ele sabe que é uma linha que não nos atende”, disse Flávio.

Mais cedo, Paulinho da Força se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para falar da anistia. Lá, Paulinho ignorou a pressão de bolsonaristas. “Continuo defendendo a minha ideia de apresentar o relatório nessas condições(de redução de penas)”, afirmou.

Paulinho da Força prevê que deverá apresentar o relatório após se reunir com os partidos e após diálogo com o Senado, depois da crise causada entre as duas Casas em razão da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem.

Segundo o deputado, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá se reunir ainda nesta terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). (Com informações de O Estado de S. Paulo)

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