Terça-feira, 04 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 4 de agosto de 2026
A ação integra a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, promovida pelo TSE
Foto: Guilherme Lund/TRE-RSO TRE-RS (Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul) realizou na segunda-feira (3), no plenário da instituição, em Porto Alegre, a cerimônia de abertura de uma urna eletrônica. A ação integra a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, promovida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o objetivo de conscientizar os eleitores sobre o funcionamento do equipamento.
O ato contou com a presença da presidente do TRE-RS, desembargadora Maria de Lourdes Galvão Braccini de Gonzalez; do vice-presidente e corregedor da Corte, desembargador Antônio Maria Rodrigues de Freitas Iserhard; de outros integrantes do tribunal; de representantes dos Três Poderes, do Ministério Público, da OAB/RS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul) e da imprensa.
Ao abrir o evento, a presidente do TRE-RS declarou que a iniciativa busca “aproximar a Justiça Eleitoral da sociedade, ampliando o conhecimento da população sobre o funcionamento, a segurança, a transparência e a auditabilidade das urnas eletrônicas”.
A magistrada fez uma defesa enfática da urna eletrônica, afirmando que o equipamento é uma conquista da democracia brasileira. “Há décadas, ela contribui para a realização de eleições céleres, inclusivas e seguras”, declarou. A desembargadora também ressaltou que o sistema eletrônico de votação está em constante aperfeiçoamento e é submetido a rigorosos procedimentos de fiscalização e auditoria. Por fim, afirmou que “a democracia se fortalece quando as instituições dialogam com a sociedade e quando o conhecimento substitui a desconfiança”.
Em seguida, o secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RS, Daniel Wobeto, destacou que grande parte da desinformação decorre do desconhecimento sobre o funcionamento das urnas eletrônicas.
Servidores da Corte fizeram uma apresentação minuciosa da urna, mostrando todos os componentes e camadas da mesma.
O assessor de Orientação Tecnológica, Luís Fernando Schauren, apresentou os principais objetivos que motivaram a criação da urna eletrônica: eliminar a interferência humana na apuração e na totalização dos votos, preservar o sigilo do voto e garantir que cada eleitor vote apenas uma única vez. Também reforçou que a urna eletrônica não é conectada à internet e, por isso, não possui acesso a qualquer recurso de rede, como Wi-Fi ou Bluetooth.
O vice-presidente e corregedor do TRE-RS encerrou o evento, que classificou como um “ato cívico”. Ele afirmou que a apresentação demonstrou a confiabilidade das urnas eletrônicas, comprovando “a incolumidade e a higidez do voto”.
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