Terça-feira, 04 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2026
Declaração foi dada na sessão de abertura do segundo semestre forense do Tribunal Superior Eleitoral.
Foto: Alejandro Zambrana/TSEO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nessa segunda-feira, dia 3, as urnas eletrônicas como “patrimônio da democracia brasileira”. A declaração foi dada durante a abertura do 2º semestre forense e em meio a ataques contra o sistema eleitoral.
“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, a auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui patrimônio da democracia brasileira”, disse o ministro após anunciar o início da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação. O evento incluirá demonstrações públicas do equipamento e atividades educativas em todo o País.
“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição. É um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, disse Nunes Marques.
No mês passado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo TSE. O PL oficializou a candidatura de Flávio à Presidência no dia 25 de julho.
Em reunião com diplomatas, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que as urnas eletrônicas brasileiras têm a mesma origem das urnas da empresa Smartmatic e que um relatório da CIA mostra que a empresa estaria envolvida em um plano de fraude do governo venezuelano nas eleições de 2012.
“Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma empresa”, disse Flávio.
“Há uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela, inclusive utilizando uma documentação do próprio serviço de inteligência americano, a CIA, apontando sobre a possibilidade de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação”, afirmou o senador.
O TSE já desmentiu que utilize urnas eletrônicas da empresa. Em nota em seu site, publicada em 2020 e atualizada em 8 de julho de 2026, o TSE esclarece que as urnas utilizadas nas eleições brasileiras não são fornecidas pela empresa.
No último domingo, o senador afirmou que aceitará o resultado das eleições de outubro e disse que acredita que o Tribunal Superior Eleitoral atuará de forma imparcial no pleito.
Nunes Marques disse que ao longo desta semana, serão promovidas demonstrações públicas da urna eletrônica, atividades educativas, visitas guiadas e ações voltadas ao esclarecimento da população sobre o funcionamento do sistema eletrônico de votação.
Nessa segunda, o TSE realizou pela primeira vez a abertura da urna eletrônica e apresentou o sistema de votação a estudantes do ensino médio do Distrito Federal.
A iniciativa faz parte da programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, desenvolvida pelo TSE junto aos Tribunais Regionais Eleitorais de todo o país.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
A questão é que se pede por mais segurança e transparência. Qual o problema? Mas a esquerda não quer…. Então já viu né..?
Como eu falei anteriormente, o desvio de votos do candidato A para B ou vice versa nao ocorre na Urna e sim no Programa Totalizador doTSE que roda nos servidores doTSE, quem entender de programaçao de sistemas sabera do que estou falando…