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Brasil Voo presidencial tem terceiro problema em um ano e expõe sucateamento de aviões da Força Aérea Brasileira

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Lula disse que precisou trocar de aeronave por receio de um incêndio.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Lula disse que precisou trocar de aeronave por receio de um incêndio. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Um avião que transportaria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua comitiva presidencial teve um problema técnico nesta semana, em Belém (PA), com causas ainda não reveladas.

O episódio, que se junta a outros dois em menos de um ano, voltou a ser alvo de reclamações do petista e trouxe à tona mais uma vez as restrições orçamentárias que impactam investimentos e podem afetar a manutenção de equipamentos nas Forças Armadas.

Em entrevista a uma rede de televisão no Pará, Lula disse que precisou trocar de aeronave por receio de um incêndio. Nessa sexta (3), ele e a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, foram à Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, na capital paraense, agradecer por ter se “livrado de decolar e nos mantendo em solo, em segurança”, nas palavras de Janja.

“Ao embarcar para a Ilha do Marajó, teve um problema no motor do avião Casa, da FAB. Tenho que agradecer a Deus porque poderia ter acontecido quando eu estivesse no ar. Ainda em terra, tivemos que descer do avião com medo de o avião pegar fogo”, afirmou.

Há anos, os militares se queixam de que o orçamento do Ministério da Defesa é insuficiente para a realização de investimentos como a renovação da frota e mesmo para a compra de peças necessárias à manutenção dos equipamentos.

Hoje, a pasta à qual estão subordinados Exército, Marinha e Força Aérea Brasileira (FAB) tem orçamento de 1,06% do PIB. Em 2021, era 1,27%. O ministro José Múcio defende a aprovação da PEC 55, que estipula um percentual mínimo de 2% do PIB para defesa. O orçamento do Ministério da Defesa em 2024 era de R$ 125 bilhões, dos quais R$ 106,8 bilhões se destinavam às despesas com pessoal.

Atividades de custeio, inclusive a manutenção, chegaram a apenas R$ 8,7 bilhões, cerca de 7% do total. Neste ano, o orçamento da União prevê R$ 133 bilhões para a pasta, mantendo mais de 80% do gasto com pessoal e menos de 10% em atividades de custeio e manutenção.

Militares e pessoas familiarizadas com o assunto afirmam que, na FAB e em outras Forças Armadas, tem sido comum ter de postergar manutenções de equipamentos, entre eles aviões de carga, por falta de recursos. Nesta semana, ao visitar a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, Múcio se queixou da falta de verba. Em seu discurso, disse que o cenário “não é culpa de nenhum presidente”, e sim da falta de prioridade do segmento em sucessivos governos.

O ministro disse que o Brasil, que tem território 11 vezes maior que o do Chile, tem uma frota de defesa menor que a do país andino.

“Se os senhores querem que eu fale com muita franqueza, vim atrás de ajuda. A defesa nunca fez parte da campanha política de nenhum presidente da República. Temos bastante equipamento, mas não temos dinheiro para combustível. Não temos dinheiro para comprar peças. Falta combustível, falta peça, falta munição”, disse Múcio a senadores.

A aeronave que transportaria Lula e apresentou problemas é um dos onze C-105 Amazonas operados pela FAB. Esse modelo, um turboélice bimotor, está na frota da Força Aérea desde 2006 e foi fabricado pela divisão de defesa da Airbus, segunda maior empresa de aviação do mundo.

No Brasil, o C-105 é empregado em missões de transporte de carga e passageiros, em atividades de paraquedistas e missões médicas. Segundo o Palácio do Planalto, o avião “não integra a frota presidencial, mas foi escolhido por ser adequado às condições da pista no município de destino”.

Lula e seus ministros precisaram embarcar em aeronave reserva, um C-97 Brasília, de menor porte e que tem menos da metade da capacidade de passageiros do C-105. O modelo é um turboélice bimotor EMB-120, fabricado pela Embraer e usado para o transporte de passageiros.

A FAB opera o avião desde 1987, e recentemente esse tipo de aeronave passou a receber atualizações de aviônica, ou seja, de troca de painéis. A depender da configuração, pode receber 30 passageiros.

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10 Comentários
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João Souza
5 de outubro de 2025 14:20

Com sorte, dia desses pode acontecer, em voo. Vamos torcer !!!!

Anderson Cardoso da Silva
4 de outubro de 2025 19:28

Que bosta só falha no solo.

João Souza
5 de outubro de 2025 14:17

CAI

Miltch Mitch
4 de outubro de 2025 22:44

A319 voam diariamente nas companhias aéreas sem problemas.
Não tem grana para manutenção, simples assim
Com sorte esta merda…..

Juarez Fogliatto
5 de outubro de 2025 04:26

Oremos…

Flavio Finardi
5 de outubro de 2025 10:55

Problema ou pretexto para desviar bilhões?
O prolema são seus passageiros.

Glaucio Dos Santos Brum
5 de outubro de 2025 11:22

O desprezo com que a esquerda sempre tratou as forças armadas acarretou em um sucateamento evidente da frota. Mas é engraçado que esses aviões começaram a dar problema depois da polêmica sobre a intenção frustrada do Lula querer comprar o “Aerojanja”, o que acabou não acontecendo. Será que agora sai?

Jorge Ferreira
5 de outubro de 2025 12:09

dona marisa falhou tres vezes kkk

Fernando Krause
5 de outubro de 2025 12:36

Seria isso mais um pretexto para o casal esbanja luxo querem um avião novo ?????

Alessandro Favero
5 de outubro de 2025 19:18

Sucatwamento ???? Deveriam ir em avião de carreira sairia muito mais barato.

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