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Política Supremo retoma nesta terça julgamento do “núcleo 4” da trama golpista, com votos de Alexandre de Moraes e demais ministros

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A liberdade de expressão inclui manifestações fortes e sonoras contra os Poderes constituídos. (Foto: Luiz Silveira/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta terça-feira (21) o julgamento do chamado “núcleo 4” da trama golpista, o grupo é apontado como responsável pela disseminação de desinformação contra as urnas eletrônicas e pelo apoio logístico aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Nesta fase do processo será iniciada a votação dos ministros. O relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar, seguido pelos colegas de turma Cristiano Zanin, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Flávio Dino. Na semana passada, foram apresentados o parecer do processo e os argumentos da PGR e da defesa dos réus.

O grupo em julgamento é composto por militares da ativa e da reserva, além de ex-integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de integrar uma campanha coordenada de desinformação.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação dos réus. Em sua justificativa, Gonet associou diretamente a campanha de fake news promovida pelo grupo aos ataques violentos ocorridos em Brasília.

Segundo o chefe da PGR, houve um “manejo estratégico de informações sabidamente falsas como instrumento de desestabilização social”. Para ele, “a revolta popular verificada ao final do iter criminis (caminho do crime) tem relação causal com a trama gerada e insuflada pela ação deste núcleo de acusados”.

Veja abaixo quem são os réus do núcleo 4:

– Ailton Gonçalves Moraes Barros, capitão reformado do Exército;

– Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército;

– Carlos César Moretzsohn Rocha, ex-presidente do Instituto Voto Legal (IVL);

– Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército e ex-servidor da Abin;

– Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército;

– Marcelo Araújo Bormevet, policial federal e ex-servidor da Abin;

– Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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