Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 29 de outubro de 2025
Boulos assumiu como ministro da Secretaria-Geral da Presidência.
Foto: Valter Campanato/Agência BrasilO deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) tomou posse nesta quarta-feira (29) como novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pasta responsável pela relação do governo com os movimentos sociais.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, o novo ministro pediu um minuto de silêncio “por todas as vítimas” da operação policial realizada na terça-feira (28) no Rio de Janeiro. Até agora, o governo do Estado confirma 121 mortos e moradores da região retiraram dezenas de corpos de uma mata próxima durante a noite.
Boulos substitui o ex-deputado Márcio Macêdo (PT-SE), que estava no cargo desde o começo do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023. A troca foi anunciada no dia 20 de outubro.
Ao trocar o comando da Secretaria-Geral da Presidência, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou a 13ª mudança de ministro neste terceiro mandato – e a sétima feita em 2025.
A escolha de Boulos visa melhorar a relação com os movimentos sociais, já de olho na eleição presidencial de 2026. O novo ministro é um dos principais nomes da esquerda no país e político de maior força eleitoral do PSOL. Paulistano, o novo ministro construiu sua carreira como uma das principais lideranças do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
Na visão de Lula, Boulos era a peça que faltava para compor uma espécie de coordenação informal da campanha de 2026, ao lado dos ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Ambos têm relação próxima com o deputado e ajudaram a pavimentar a ida dele ao Planalto.
Ao assumir o cargo, uma das tarefas que Boulos recebeu do presidente Lula foi a de rodar o País e colocar o “governo na rua”. Boulos deve priorizar as regiões Norte e Nordeste nas agendas que vai realizar ainda neste ano.
Antes de focar nas regiões Norte e Nordeste, Boulos deve desembarcar primeiro em São Paulo, seu reduto eleitoral. A primeira parada será na capital paulista por uma questão simbólica e de gratidão aos movimentos sociais do Estado. Um dos pedidos que o presidente Lula fez ao político do PSOL foi que o novo ministro fortaleça a discussão de três assuntos com os movimentos sociais:
– fim da escala de trabalho 6×1;
– direitos dos trabalhadores informais, como de aplicativos e microempreendedores; e
– participação popular nas definições orçamentárias.
Em relação ao fim da escala 6×1, o governo apoia a proposta de emenda à Constituição (PEC) da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A PEC está parada na Câmara e está longe de ter apoio suficiente para ser aprovada até as eleições de 2026.
Boulos deve trabalhar com a ministra Gleisi Hoffmann (PT) no tema, mas espera também que o governo crie um “caldo social” para pressionar o Congresso. A estratégia do novo ministro será utilizar a força do governo para popularizar o tema, inclusive, em campanhas publicitárias.
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No lulopetismo, um invasor de propriedades privadas ao arrepio da Lei e do ordenamento jurídico é nomeado ministro de Estado…
Isso é o comunismo disfarçado de “socialismo”.
Este comeu teu arrombado na cidade baixa ..
Grande ministro Boulos . Parabéns ESTADISTA LULA.
O Boulos hoje dando entrevista e lamentando a morte dos policiais e dos moradores segundo ele,mas é um vagabundo!!
Que dupla hem!?
1 minuto de silêncio para bandidos que matam famílias.
Presidente Trump por favor enquadre estes grupos organizados como grupos terroristas.
Dois ESTADISTAS
estadista invasor de propiedades alheias e sindicalista , dos pobres kkk
Boulos em um ministério é o princípio do fim. Silêncio pelas vítimas? Deve ser pelos quatro policiais mortos, embora no seu pensamento, assim como no do presidente da república, bandidos sejam vítimas do cidadão de bem. É sabido que, agora, Lula irá tentar se posicionar de modo a não descontentar quem apoia o combate ao crime, assim como os bandidos que, diga-se de passagem, comemoraram sua vitória nas urnas. Mas lembrem-se: não se pode trabalhar para o bem e para o mal ao mesmo tempo.
Não poderia ser diferente, afinal são seus eleitores.
Levantamento de O Antagonista em seções destinadas ao voto de presos mostra que Lula teve 80,59% dos votos válidos nas seções
Um minuto de silêncio correto e justo sim, mas pela perda e em memória dos quatro e de muitos outros policiais que perderam suas vidas combatendo o crime.