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Rio Grande do Sul Vacinação de gestantes contra bronquiolite em bebês começa no RS nesta terça

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Cerca de 32 mil doses do imunizante foram enviadas ao Estado pelo governo federal. (Foto: João Risi/MS)

Postos de saúde de todos os 497 municípios gaúchos devem iniciar nesta terça-feira (9) a vacinação de gestantes contra o vírus sincicial respiratório (VSR), causador da bronquiolite. Gratuito e com esquema de única aplicação a partir da 28ª semana de gravidez, o imunizante protege o bebê contra a doença até seis meses após o nascimento.

As doses – em um total de 32 mil – foram enviadas pelo governo federal à Secretaria Estadual da Saúde (SES) na quinta-feira (3) e encaminhadas no dia seguinte às Coordenadorias Regionais do órgão, encarregadas da distribuição às prefeituras, com base em critérios de proporcionalidade.

A estratégia adotada permite que as crianças já nasçam protegidas contra a bronquiolite causada pelo VSR. Isso evita a ocorrência de casos graves da doença nos primeiros anos de vida.

Os anticorpos (cujo pico de produção é atingido 15 dias após a aplicação) são absorvidos pela placenta, imunizando os recém-nascidos por até seis meses de vida. O procedimento não leva em conta a idade, peso ou histórico prévio de vacinação da mãe. A recomendação do Ministério da Saúde é de que a vacina seja aplicada a cada nova gestação.

Na rede privada, a dose pode custar até R$ 1,5 mil. Sua incorporação pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi possível graças a um recente acordo entre o Instituto Butantan e o laboratório produtor do imunizante, que assegurou a transferência de tecnologia ao Brasil. Com isso, o País pode fabricá-lo, ampliando a autonomia e o acesso da população a essa forma de proteção contra o vírus.

Saiba mais

A bronquiolite é uma doença respiratória aguda que se manifesta de forma grave, principalmente, em crianças de até 2 anos e também em idosos, causando dificuldade respiratória e podendo inclusive levar à morte. Trata-se de uma inflamação dos bronquíolos – finas ramificações que levam o oxigênio até os alvéolos dos pulmões.

Os sintomas geralmente aparecem gradualmente, até seis dias após o contágio. A lista inclui obstrução nasal, coriza clara, dificuldade para respirar, tosse, respiração rápida, chiado no peito e febre. Em situações mais graves, podem ocorrer cianose (arroxeamento dos lábios e extremidades) e pausas respiratórias.

Não existe um medicamento que cure diretamente a infecção viral, ou seja, que mate o vírus ou que desinfle o pulmão de forma imediata. Geralmente, o tratamento dos sintomas tem o objetivo de dar suporte às funções vitais do paciente, para mantê-lo respirando bem, confortável e hidratado.

(Marcello Campos)

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