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Política Fraude no Conselho Nacional de Justiça tenta expedir mandados de prisão contra Lula e Alexandre de Moraes

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Lula estaria sendo aconselhado por aliados próximos a adotar uma postura mais crítica em relação ao ministro. (Foto: Antonio Augusto/TSE)

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) voltou a identificar alterações indevidas em dados do Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. O órgão registrou a tentativa de expedição de mandado de prisão contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. O CNJ confirmou o episódio na última quinta-feira (22).

Moraes já havia sido alvo uma invasão hacker nos sistemas do órgão. Na ocasião, o hacker Walter Delgatti Neto expediu, a mando da então deputada Carla Zambelli (PL-SP), um mandado de prisão falso contra o ministro, assinado pelo próprio magistrado. Os dois foram condenados pelo caso pelo Supremo.

“Expeça-se o mandado de prisão em desfavor de mim mesmo, Alexandre de Moraes. Publique-se, intime-se e faz o L”, dizia um trecho do documento fake de 2023.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o CNJ informou que o episódio comunicado nesta quinta não se trata de uma invasão hacker, mas sim de um uso indevido do sistema.

“As ações foram realizadas por meio de credenciais de acesso comprometidas, pertencentes a usuários de tribunais, em decorrência de roubo de credenciais, utilizadas de forma indevida no sistema. Não houve invasão, violação ou comprometimento dos sistemas do CNJ. A alteração não resultou na expedição de mandados contra as autoridades mencionadas. O incidente foi identificado, tratado e os dados foram devidamente corrigidos”, informou o órgão por meio de nota.

O jornal O Estado de S. Paulo informou ter tentado entrar em contato com o gabinete de Moraes e com a Presidência da República, mas não obteve resposta.

Delgatti e Zambelli

Moraes autorizou neste mês o hacker Walter Delgatti Neto a progredir do regime fechado para o regime semiaberto no cumprimento de sua pena. Delgatti cumpre pena de oito anos e três meses de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, a mando de Zambelli.

Já a ex-deputada aguarda, presa na Itália, decisão sobre sua extradição ao Brasil. A Justiça da Itália adiou na última terça-feira (20), o julgamento dela pela quarta vez. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

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