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Geral Prima acusa Suzane von Richthofen de furtar bens do tio; polícia investiga

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A morte do médico ainda está sob investigação. (Foto: Reprodução)

Em meio a uma disputa judicial pela herança de Miguel Abdalla Netto, a prima Carmem Silvia Magnani acusa Suzane von Richthofen (sobrinha de Miguel) de furto à casa do médico, encontrado morto aos 76 anos. O corpo dele foi achado em 9 de janeiro, na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo.

Magnani denunciou, na última terça-feira (3), suposta prática de conduta ilícita. “Conforme consta no processo judicial de abertura de inventário em trâmite, Suzane admitiu expressamente ter subtraído e estar na posse dos bens do espólio (carro e demais bens), sem qualquer autorização judicial para tanto”, consta no relato oficial.

A Polícia Civil investiga um furto ocorrido na casa de Miguel Abdalla em 20 de janeiro, logo após a morte dele. Na ocasião, policiais militares (PMs) foram acionados e constataram que o imóvel tinha sido invadido. Móveis, documentos e dinheiro foram levados do local.

Estimada em R$ 5 milhões, a herança de Miguel Abdalla Netto é alvo de uma briga judicial entre Suzane Silvia Magnani, que tenta o reconhecimento de uma suposta união estável na Justiça. O irmão de Suzane, Andreas, teria aberto mão dos bens deixados pelo tio. Abdalla, que não era casado e não tinha filhos, faleceu sem deixar um testamento.

Contudo, até o momento, nenhuma pessoa foi nomeada para administrar o espólio. Condenada pela morte dos pais, Suzane pode receber a herança, já que não há impedimento legal automático.

Segundo Silvia Magnani, que afirma ter sido companheira do médico por mais de uma década, um veículo que faz parte do espólio foi retirado da casa de Miguel, “sem qualquer autorização judicial prévia”.

Por meio de nota enviada ao Metrópoles, assinada pelas advogadas Débora Cristina Vaccari e Marielli Helena Arruda, a prima do médico manifestou “grande preocupação diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos”. “Os fatos reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido por uma pessoa idônea, responsável e comprometida com a legalidade, capaz de proteger o legado de Miguel, resguardar os bens do espólio e preservar a honra da família”, destacou.

“Silvia Magnani esclarece que foi a responsável por todos os trâmites do sepultamento de Miguel, observando rigorosamente os procedimentos legais, além de colaborar integralmente com as autoridades competentes, prestando todas as informações solicitadas tanto na investigação sobre a morte quanto nos fatos relacionados às invasões no imóvel”, completou o texto.

Apesar de não haver sinais de violência ou indícios de crime, o boletim de ocorrência sobre o falecimento de Miguel Aballa, na rua Baronesa de Bela Vista, em Vila Congonhas, foi registrado como morte suspeita, no 27º Distrito Policial (Campo Belo).

Inclusive, um inquérito foi aberto na delegacia, a mesma responsável pelo B.O. do assassinato dos pais de Suzane a mando dela, em outubro de 2002, crime executado pelos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos.

Ao longo das investigações sobre o assassinato dos pais, Suzane chegou a prestar depoimento no 27º DP ao menos duas vezes, acompanhada do tio.

Após a morte de Miguel, Suzane von Richthofen reivindicou a liberação do corpo do tio. Segundo fonte policial ouvida pelo Metrópoles, a documentação havia sido iniciada por Silvia, prima dele. No entanto, Suzane tentou tomar a frente, sob o argumento de ter parentesco necessário para assumir os trâmites. Ainda conforme o relato, Suzane também foi ao Instituto Médico-Legal (IML) tentar liberar o corpo do tio.

O médico Miguel Abdalla era tutor de Andreas, irmão de Suzane, e ex-inventariante dos bens de Marísia e Manfred Richthofen, assassinados em 2002 pelos irmãos Cravinhos, a mando da própria filha.

Em julho de 2005, após completar 18 anos, Andreas assumiu o lugar de Abdalla como inventariante, depois de Suzane solicitar o afastamento dele. No processo, ela alegou que o tio estava sonegando bens do espólio.

Em 2006, Abdalla acionou a Justiça para dizer que Suzane foi vista “rondando” a casa em que ele vivia com a mãe e Andreas. A informação levou a um pedido de prisão preventiva pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e 6 meses de prisão por duplo homicídio triplamente qualificado. Atualmente, ela cumpre a pena em regime aberto desde janeiro de 2023. As informações são do site Metrópoles.

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