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Saúde Mulheres se dispõem a engravidar para gays ou héteros com dificuldade de reprodução

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Casal Steve Williams e Simon Clements com a filha Sophie, gerada com a ajuda de mãe solidária. (Crédito: Reprodução)

Solidariedade com o sofrimento alheio, desejo de ficar grávida, vontade de provar que gays também podem ser pais. São motivos assim que têm levado mulheres do Reino Unido a ajudar a completar a família de casais que elas nem conheciam. Por meio de ONGs, elas entram em contato com casais gays ou heterossexuais com dificuldades de reprodução.

As principais organizações que promovem a “barriga solidária” no país são a Cots, que já registrou cerca de 900 nascimentos desde 1988, e a Surrogacy UK, que está perto de 150 nascimentos em seus 13 anos. Nesta última, o lema é “amizade primeiro” – depois de se conhecerem, os casais e as voluntárias são estimulados a criar vínculos antes de começarem a jornada.

“Nós acreditamos que relacionamentos duradouros entre todas as partes são mais saudáveis. Promovemos amizades para a vida toda”, afirma Sarah Jones, 37 anos, presidente da Surrogacy UK e mãe de três filhos, além de três que gerou para outros casais.

O contato começa pela internet, em uma comunidade privada com perfis e envio de mensagens. Quando surge uma identificação, é marcado o primeiro encontro.

A gestação por substituição (ou doação temporária do útero) é permitida no Reino Unido para quem mora no país e é casado ou tem um relacionamento estável. Ao contrário de países como Índia e Nepal, que permitem a chamada “barriga de aluguel”, no Reino Unido não pode haver nenhum pagamento além dos gastos com a gravidez, como despesas médicas, deslocamentos, roupas de gestante, psicólogo e reembolso por perdas de rendimentos.

No Brasil, em 2010, o CFM (Conselho Federal de Medicina) publicou a primeira resolução que trata da gestação por substituição e que tem sido usada como parâmetro, na falta de uma legislação específica.

No Brasil, também não pode haver remuneração, mas a “barriga solidária” só é autorizada entre parentes de até quarto grau (mãe, filha, avó, tia ou prima). Caso a futura mãe solidária não tenha parentesco com os pais biológicos, é preciso entrar com um pedido no CRM (Conselho Regional de Medicina), que deve ser remetido ao CFM.

Segundo o ginecologista Hiran Gallo, coordenador da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, chegam cerca de dez casos assim por mês – que normalmente, são negados. “A nossa preocupação é evitar futuras demandas judiciais. Só autorizamos quando o casal prova que não tem parentes próximos, por exemplo.” Nesse caso, é possível recorrer à Justiça.

A maior preocupação de parentes e amigos dos casais é sempre se a mãe solidária vai entregar o bebê depois que ele nascer. Segundo dados da Cots, em 98% dos casos não houve nenhum problema. Na Surrogacy UK, o índice é de 100%.

“Na verdade, as mães solidárias não pensam em ‘entregar o meu bebê’, e sim em ‘devolvê-lo aos seus legítimos pais’”, diz Steve Williams, 29, pai de Sophie, 5 meses, que foi “devolvida” a ele e seu parceiro por Lauren Davis, 25.

No Reino Unido, os casais gays só puderam recorrer à gestação por substituição a partir de 2010. Já no Brasil, a prática foi permitida em 2013. Outra diferença do Brasil em relação ao Reino Unido é sobre a origem do óvulo. Aqui, quando não é possível usar material genético da mãe, a fertilização só pode ser feita com óvulo de doadora anônima. Os britânicos permitem o uso do óvulo da mãe solidária por meio de inseminação artificial caseira. (Folhapress)

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1 Comentário
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Apolônio Chuwats
9 de dezembro de 2025 11:30

Ridículos! Se continuar essa prática de comer cu a humanidade vai desaparecer em 100 anos, não nasce crianças pelo cu.

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