Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 18 de fevereiro de 2026
Os preços do petróleo subiram mais de 4% nessa quarta-feira (18), com os operadores precificando possíveis interrupções na oferta em meio a preocupações com o conflito entre os Estados Unidos e o Irã, e após negociações entre Ucrânia e Rússia em Genebra terminarem sem um avanço.
As cotações do petróleo fecharam impulsionadas por uma revisão para cima do risco geopolítico relacionado ao Irã, após novas declarações da Casa Branca.
O preço do barril de tipo Brent, negociado em Londres para entrega em abril, subiu 4,35%, para 70,35 dólares, apagando as perdas dos últimos dias.
Seu equivalente no mercado americano, o barril de tipo West Texas Intermediate (WTI), cujos contratos vencem em março, avançou 4,59%, para 65,19 dólares.
“Existem muitas razões e argumentos favoráveis a um ataque contra o Irã”, declarou nesta quarta Karoline Leavitt, porta-voz da Casa Branca. “O Irã seria muito sensato se concluísse um acordo com o presidente Trump”, acrescentou.
Após uma segunda rodada de negociações indiretas na Suíça, o vice-presidente americano, JD Vance, indicou que persistiam as divergências sobre as “linhas vermelhas” dos Estados Unidos.
O Irã, por sua vez, afirmou ter chegado a um acordo com Washington sobre um conjunto de “princípios orientadores”.
A tensão no mercado “também corresponde ao que observamos em termos de mobilização de recursos americanos no Oriente Médio”, disse à AFP John Kilduff, da Again Capital.
Washington enviou dois porta-aviões ao Golfo e dispõe também de dezenas de milhares de soldados distribuídos em bases pela região.
Segundo Kilduff, isso constitui “uma ameaça real para grande parte do abastecimento de petróleo”, o que explica o aumento dos preços.
Em caso de uma escalada militar, o principal risco para o mercado petrolífero é o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo.
Além disso, os operadores do mercado temem pelo futuro das infraestruturas petrolíferas do Irã, um dos dez principais produtores de hidrocarbonetos do mundo.
Um conflito na região também poderia ameaçar a produção em outros países, como Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.
“Os grandes movimentos nos preços do petróleo hoje estão sendo impulsionados exclusivamente pela geopolítica, eles continuam reagindo às manchetes sobre as reuniões entre EUA e Irã, e Rússia e Ucrânia”, disse Andrew Lipow, presidente da Lipow Oil Associates.
“O mercado de petróleo está precificando o risco adicional de uma interrupção no fornecimento”, acrescentou. As informações são das agências de notícias AFP e Reuters.
Você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!