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Variedades Por que criadoras 60+ estão conquistando público, engajamento e mercado nas plataformas digitais

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Aos 60 anos, a gaúcha Ivy Mena foi escolhida pela Playboy da África do Sul como a criadora 60+ mais bonita do planeta. (Foto: Divulgação)

Aos 60 anos, a gaúcha Ivy Mena mostra que a idade não é barreira para conquistar audiência e relevância nas redes sociais. Com assinantes cada vez mais jovens, ela faz parte do grupo chamado granfluencers — influenciadoras da terceira idade que vêm ganhando destaque, quebrando estereótipos e abrindo novas oportunidades para marcas e produtores de conteúdo.

O termo granfluencers define criadoras maduras que conquistaram voz e visibilidade online, evidenciando uma mudança clara no consumo de conteúdo: diferentes gerações interagem de forma inédita com narrativas que fogem do padrão tradicional de idade. Esse movimento mostra que representatividade e influência não têm prazo de validade.

Dados do setor de marketing digital indicam que usuários acima de 55 anos já representam cerca de 20% da base ativa em plataformas sociais, enquanto o público mais jovem demonstra curiosidade crescente por histórias fora do padrão. Nesse cenário, criadoras 60+ deixam de ocupar um espaço marginal e passam a ser vistas como ativos estratégicos para engajamento e monetização.

Dentro desse movimento, Ivy chama atenção por um comportamento que foge do senso comum. Eleita a “criadora de conteúdo 60+ mais bonita do mundo” pela Playboy da África do Sul, ela revela que a maioria dos assinantes do seu conteúdo é formada por pessoas mais jovens, enquanto usuários da sua própria faixa etária tendem a acompanhar criadoras mais novas.

“O público mais jovem assina o meu conteúdo, enquanto pessoas da minha idade costumam consumir criadoras mais novas”, afirma.

Para Ivy, essa dinâmica revela uma mudança geracional na percepção da maturidade. Os mais jovens demonstram curiosidade e abertura em relação a mulheres maduras, enquanto parte do público da sua geração ainda carrega resistência em se ver representada por alguém da mesma idade.

“Existe interesse e identificação dos mais jovens, enquanto pessoas da minha geração ainda têm dificuldade em se reconhecer nesse lugar”, diz.

Estereótipos

O avanço das granfluencers também está ligado à quebra de estereótipos sobre idade e “prazo de validade” no ambiente digital. Ao ocupar espaços antes restritos a influenciadores jovens, essas criadoras ampliam o alcance das plataformas e abrem novas frentes de consumo para marcas e produtores de conteúdo.

“Hoje não existe mais limite de idade para ser criadora. A internet abriu espaço para quem tem história, presença e conexão com o público”, destaca Ivy.

Segundo Ivy, a tendência tende a se intensificar nos próximos anos, acompanhando o envelhecimento de uma geração que já cresceu conectada.

“Daqui a algum tempo, ver criadoras 60+ com grande audiência vai ser algo comum. O que estamos vivendo agora é só o começo desse movimento”, conclui. (Com informações de O Globo)

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