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Variedades Veja 5 curiosidades sobre a Lua de Sangue desta terça

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A tonalidade do vermelho na Lua pode indicar a saúde da atmosfera terrestre. (Foto: BBC)

Nesta terça-feira, dia 3 de março, o sistema solar preparou um espetáculo visual: um eclipse lunar total que transformará nosso satélite natural na famosa “Lua de Sangue”. Embora o Brasil esteja na “zona de visualização parcial”, o fenômeno carrega peculiaridades científicas e tecnológicas que vão muito além do que os olhos podem ver.

Por que “Sangue”?

O termo não é astronômico, mas visual. Durante o eclipse total, a Terra bloqueia a luz direta do Sol. No entanto, a nossa atmosfera atua como uma lente: ela filtra as cores azuis e espalha a luz vermelha em direção à Lua. Basicamente, a cor que vemos na Lua durante o eclipse é o reflexo de todos os pores do sol e amanhecerem da Terra acontecendo ao mesmo tempo.

O “Termômetro” da Poluição Global

A tonalidade do vermelho na Lua pode indicar a saúde da atmosfera terrestre. Se o vermelho estiver muito escuro ou acinzentado, pode ser sinal de grandes quantidades de poeira vulcânica ou poluição na estratosfera. É uma forma inusitada de “sensores naturais” nos mostrarem a composição do ar em escala global.

Quando o fenômeno ocorre?

A “Lua de Sangue” ocorre sempre no mês de março, mas as datas podem variar. Para que ele aconteça, o alinhamento entre Sol, Terra e Lua precisa ser perfeito e ocorrer exatamente durante a fase de Lua Cheia. O evento altera o aspecto habitual do satélite, que deixa o brilho prateado e passa a exibir tons acobreados e vermelho escuro durante a fase de totalidade.

Quem poderá ver a “Lua de Sangue”?

Segundo a Agência Espacial Americana, a Nasa, o eclipse em sua totalidade será visível à noite no leste da Ásia e na Austrália, durante toda a noite no Pacífico (que terá a melhor visualização do espetáculo celeste), e nas primeiras horas da manhã na América do Norte, na América central e no extremo oeste da América do Sul.

No Brasil, observadores do Norte do País terão mais chances de ver o fenômeno, mesmo assim de forma parcial. Em regiões como Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, a “Lua de Sangue” será vista do lado oeste do céu, poucas horas antes do nascer do Sol. Já no restante do País, as chances de observação são mínimas.

Como acompanhar o fenômeno?

A “Lua de Sangue” começa às 3h44 (horário de Brasília) da madrugada de 3 de março e termina às 9h23 da manhã deste mesmo dia. Para ampliar a visibilidade, a recomendação é escolher locais de observação com baixa poluição luminosa. Vale também verificar a previsão do tempo; a presença de nuvens pode comprometer a observação. (Com informações dos portais G1 e Forbes)

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