Sábado, 23 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Troca de ataques entre Israel e Hezbollah amplia guerra; ação do Irã aumenta tensão com a Europa

Compartilhe esta notícia:

Articulações diplomáticas ocorrem em Islamabad, sem previsão de encontro direto. (Foto: Reprodução)

A guerra entre EUA, Israel e Irã, iniciada no sábado com o ataque conjunto americano-israelense contra o território da nação persa, cresceu em extensão entre a noite de domingo (1º) e a madrugada dessa segunda-feira (2), com as confirmações dos ataques trocados pelas Forças Armadas do Estado judeu e o Hezbollah, grupo libanês aliado de Teerã por meio do “Eixo da Resistência”, e do bombardeio de drones iranianos a uma base do Reino Unido no Chipre — país insular na fronteira geográfica e cultural entre Ásia e Europa.

A escalada ocorre em um momento sem espaço para o diálogo, com autoridades iranianas rejeitando uma suposta abertura de conversas com Washington, e representantes militares dos dois países afirmando estar prontos para uma guerra prolongada, com o próprio Donald Trump se dizendo disposto a mandar tropas ao solo “se necessário”.

O Hezbollah lançou foguetes contra o território israelense durante a madrugada, rompendo um frágil cessar-fogo mantido desde o último confronto de alta intensidade entre os inimigos históricos, em uma ação que a liderança do movimento afirmou ser uma retaliação pela morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Sirenes de emergência soaram por Israel, sobretudo no norte do país, com os militares realizando uma operação dupla de interceptação e ataque aéreo contra o Líbano.

Os bombardeios israelenses ao norte atingiram regiões de Beirute e no sul libanês. Ao todo, as Forças Armadas israelenses afirmaram ter atingido mais de 70 alvos ligados ao Hezbollah. Mortes foram relatadas na cidade de Tiro, ao sul, e em outras partes do país. Autoridades militares disseram que os alvos eram o alto comando do grupo, considerado uma organização terrorista por Israel, com o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmando que o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, “vai terminar como Khamenei”. O Exército israelense confirmou a morte do chefe da inteligência do grupo, Hussein Moukalled.

O governo do Líbano, que não entrou em guerra com Israel durante os confrontos recentes entre o Estado judeu e o Hezbollah, condenou de forma oficial os ataques lançadas contra o país vizinho a partir do seu território. O primeiro-ministro Nawaf Salam afirmou que tal tipo de decisão cabe apenas ao Estado, e pediu a proibição das atividades militares do movimento xiita.

A entrada do Líbano na lista dos países diretamente afetado pelos enfrentamentos militares desde os primeiros ataques no sábado aumenta o temor de que o conflito se aprofunde ainda mais. A retaliação maciça do Irã após ser bombardeado alcançou praticamente todos os países da região, com novos incidentes envolvendo interceptações de projéteis e alvos atingidos em uma vasta região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein e Jordânia.

Lideranças de países do Golfo se reuniram no domingo e anunciaram que se reservam a responder ao que consideram ataques diretos iranianos. Teerã afirma que os ataques se limitam a alvos americanos e retrata a resposta como um movimento legítimo a uma “declaração de guerra aos muçulmanos”. Por outro lado, infraestrutura civil tem sido atacada. O Catar afirmou que uma central elétrica foi atingida por drones do Irã, e que abateu dois bombardeiros iranianos SU-24.

Europa

Embora o começo das hostilidades já tenha tido implicações globais, com a maior alteração do tráfego aéreo global desde a pandemia e interrupções do trânsito naval em uma importante rota para o setor de petróleo e gás, as ações ostensivas do Irã romperam a barreira regional nesta segunda e elevaram o nível da tensão com a Europa. Drones iranianos atacaram uma base do Reino Unido no Chipre, no Mar Mediterrâneo, forçando uma retirada do pessoal militar destacado na região e provocando uma reação de atores europeus.

Cerca de 70 veículos deixaram a área da base de Akrotiri, na costa sul do país, segundo fontes locais, após o ataque de um drone iraniano. O governo cipriota comunicou posteriormente ter interceptado outros dois drones que seguiam em direção à base.

O ataque iraniano foi lançado após o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciar ter autorizado os EUA a usarem as bases do Reino Unido na região para “ações defensivas” – citando bombardeios ao programa de mísseis iraniano. O premier trabalhista afirmou que o país não se somaria a nenhuma ofensiva, e disse em discurso na Câmara dos Comuns que o país não está em guerra.

A resposta europeia ao ataque americano-israelense ao Irã foi mista. Autoridades espalhadas pelo continente pediram contenção de todas as partes envolvidas, mas uma série de lideranças, incluindo o presidente da França, Emmanuel Macron, e a chanceler da União Europeia, Kaja Kallas, classificaram a morte de Khamenei como um marco. Houve manifestações de preocupação com a desestabilização trazida pelo conflito, mas a maioria rejeitou discutir a legalidade dos ataques americanos, condenando apenas a retaliação massiva do Irã. (Com informações do jornal O Globo)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários
Apenas um em cada quatro americanos aprova ataques dos Estados Unidos ao Irã, revela pesquisa
Por que Estados Unidos e Israel atacaram o Irã? Entenda os motivos de Washington e Teerã para o conflito
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x